
O ministro Alexandre de Moraes denunciou o colega André Mendonça com base em fatos narrados nos quatro relatórios de inteligência da PF.
O primeiro relatório, denominado DOC1, descreveu “possível avanço [de Mendonça] sobre competência do Plenário e sobre prerrogativas de membros do Ministério Público”.
Para condenar Alexandre de Moraes antecipadamente perante a opinião pública e alimentar a narrativa funcional para a extrema-direita na eleição deste ano, Mendonça atropelou o Plenário do STF e a Procuradoria da República, diz o relatório da PF:

A descrição do relatório da PF mostra que Mendonça tinha uma obsessão com Moraes:

A PF registra a conduta de Mendonça que pode ser considerada faccional. O ministro fez um recorte da investigação para focar em Alexandre de Moraes, porém deixando de lado apurações sobre Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques, que também mantinham relações com Daniel Vorcaro:

Em relatório posterior [DOC4] a PF descreve o “tratamento diferenciado [adotado por Mendonça] entre autoridades de igual situação”. Ele teria investigado ou não de acordo com afinidade ou antagonismo político:
A conclusão da PF no DOC1 é taxativa sobre a burla de André Mendonça ao Plenário do STF para, na prática, decidir monocraticamente sobre a abertura de investigação de outro ministro da Suprema Corte:

Na 6ª feira, 4/9, o procurador-geral da República Paulo Gonet mandou investigar se houve interferência externa na PF –no caso concreto, de parte do ministro Mendonça– para forçar a elaboração do relatório de 218 páginas, das quais 188 dedicadas para expor mensagens entre Alexandre de Morais e Daniel Vorcaro.
O objetivo do procedimento de Gonet é apurar se houve pressão do ministro André Mendonça sobre a PF e a interferência indevida dele na autonomia da instituição.