O site Global Times, porta-voz oficioso da China dirigido à comunidade internacional, publicou nesta quinta-feira (3), um artigo assinado pela redação com o título: “O USS Abraham Lincoln está enferrujando. O mesmo acontece com o poder hegemônico dos EUA”. Melhores momentos:
“Na quarta-feira, o Abraham Lincoln atracou em Laem Chabang, na Tailândia, após uma missão extenuante e recorde no Oriente Médio (…) O que as câmeras registraram foi surpreendente: um enorme navio de guerra coberto de ferrugem, visivelmente exausto. (…) Até mesmo o capitão do navio reconheceu à imprensa que o porta-aviões ‘parece um carro sujo num estacionamento’.”
“Com quatro de seus 11 porta-aviões mobilizados no Oriente Médio para a guerra de Washington contra o Irã e outros retidos em longos períodos de manutenção, a Marinha dos EUA é obrigada a manter os navios em serviço por mais tempo do que o necessário. (…) A capacidade limitada dos estaleiros, o enfraquecimento das estruturas de manutenção e a escassez de trabalhadores qualificados agravaram a situação.”
“É uma manifestação tangível da ‘atrofia muscular’ da hegemonia americana, expondo uma desconexão cada vez maior entre suas ambições hegemônicas e suas capacidades reais.”
“Quando o poder militar é utilizado em excesso e a manutenção, a logística e o apoio ao pessoal ficam defasados em relação a ambições estratégicas em constante expansão, a hegemonia pode deixar de ser uma fonte de força e se transformar em um fardo para si mesma.”
“A ferrugem pode estar no casco do porta-aviões, mas reflete o dilema mais profundo de uma hegemonia americana estendida além dos seus limites. A ferrugem é contagiosa. Os músculos enfraquecem. E a ambição hegemônica pode consumir o próprio poder que a alimenta.”
Leia a íntegra do artigo (em inglês) clicando neste link.
Bruno Rodríquez diz que bloqueio causa “sofrimentos extremos” e que Washington não descarta invasão militar
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, afirmou que o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba provoca “sofrimentos extremos” e mudou qualitativamente desde 2019, após as ordens executivas de 2026. Em entrevista concedida ao podcast Cuba Analysis nesta quarta-feira (2), reproduzida pelo Granma, o diplomata acusou Washington de impor um “castigo coletivo” à população.
Segundo Rodríguez, mais de 7 mil contêineres com alimentos, medicamentos e equipamentos médicos estão retidos em portos devido à ameaça contra empresas de navegação. O ministro informou que o bloqueio duplicou o índice de mortalidade infantil no país e disse que o cerco energético provoca cortes de eletricidade, problemas no abastecimento de água e dificuldades nos hospitais.
Rodríguez classificou como séria a ameaça de uma agressão militar americana. Disse que a opção está entre as alternativas consideradas pelo governo de Donald Trump e que preparativos reais estariam em curso. Havana, afirmou, prepara-se para defender a soberania e espera evitar uma escalada que causaria um “banho de sangue” e instabilidade no Caribe e no Golfo do México.
Rodríguez citou a oposição internacional ao bloqueio e criticou a aplicação tímida, pela União Europeia, de medidas contra as sanções extraterritoriais dos EUA. Também contestou a alegação de que Washington forneceu US$ 100 milhões em ajuda humanitária: segundo ele, apenas uma assistência destinada a 700 famílias foi recebida. Apesar da pressão, disse que Cuba mantém a disposição para dialogar com os Estados Unidos, desde que haja igualdade soberana, respeito mútuo, benefício recíproco e ausência de pré-condições.
Para quem ainda tem dúvidas

Se ainda existem dúvidas sobre a caracterização de “Fascismo do Século 21” para explicar o que estamos vivendo, basta uma rápida passada de olhos pelas manchetes das editorias internacionais.
Vejamos as chamadas, nesta quinta-feira (3), no site do jornal Folha de S. Paulo em sua editoria “Mundo”:
“Trump lança videogame que simula captura e deportação de imigrantes dos EUA”;
“Ministro extremista de Israel apresenta plano para expulsar todos os palestinos de Gaza”;
“’Aqui nunca se apaga a luz’; como é o Cecot, prisão vitrine de Bukele, em El Salvador”;
“Novo presidente da Colômbia posa ao lado de cadáveres em demonstração de força contra o narcotráfico”.
E assim seguiremos, daí para pior, se uma poderosa frente ampla antifascista e anti-imperialista não unir e mobilizar os povos do mundo contra a barbárie.
Congressista dos EUA pede que Trump e Hegseth sejam responsabilizados por crimes de guerra
A congressista estadunidense Delia C. Ramirez denunciou que as bombas dos Estados Unidos estão provocando a morte de mulheres e crianças na Palestina e no Irã, e pediu ao Congresso que tome medidas diante das guerras promovidas pelo governo do presidente Donald Trump.
“Da Palestina ao Irã, nossas bombas estão matando mulheres e crianças inocentes”, escreveu Ramirez em uma publicação na rede social X.
A legisladora referiu-se ao ataque norte-americano contra a pequena cidade iraniana de Kohastak, na terça-feira, durante um casamento, no qual quatro pessoas morreram e pelo menos 68 ficaram feridas.
Ramirez observou que um dia destinado a celebrar a felicidade de um casal acabou se transformando em uma tragédia e afirmou que o Congresso já não pode “fazer vista grossa” diante do que classificou como crimes de guerra cometidos por Trump e pelo secretário da Guerra, Pete Hegseth.
“Chegou o momento de responsabilizar os belicistas”, declarou a congressista, que instou o Congresso a aprovar a Lei para Bloquear as Bombas, recuperar suas prerrogativas e “pôr fim a esta guerra interminável”.
O ataque contra Kuhestak constitui o caso mais significativo de vítimas civis registrado desde que um míssil atingiu uma escola primária iraniana em Minab, em fevereiro, provocando a morte de mais de uma centena de crianças e professores. Fonte: Al Mayadeen.

Consolidado o papel da União Soviética como grande potência mundial depois da segunda guerra, Stálin estava muito preocupado com a burocratização do partido em suas camadas dirigentes e preparava nova ofensiva contra essa degeneração. No 19º Congresso do Partido Comunista da URSS, realizado em 1952, Stálin foi o principal autor do relatório do Comitê Central, apresentado por Georgy Malenkov. O tema da burocratização é abordado com a franqueza e a contundência características dos verdadeiros bolcheviques. Trecho:
“Os dirigentes transformam frequentemente as reuniões (partidárias) em manifestações de parada, de distribuição de louvores, de tal forma que os erros e as insuficiências no trabalho, as mazelas e as debilidades não são denunciadas nem criticadas”.
Malenkov havia desempenhado um papel crucial na organização da produção industrial e militar durante a Grande Guerra Patriótica e consolidou sua posição como Segundo-Secretário do Comitê Central após a morte de Andrei Jdanov em 1948. Com a morte de Stálin em 1953 e a ascensão de Kruschev, Malenkov passa a ser perseguido depois do 20º Congresso (1956). Em 1957 é acusado, junto com Lazar Kaganovich, de pertencer a um grupo antipartido, sendo expulso em 1961. Foi reintegrado apenas em 1984.