A ex-presidente da Caixa Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), diz que o candidato quer implementar um “cardápio de cortes” caso seja eleito. Sem detalhar o plano, ela prevê cortar gastos equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), rever o arcabouço fiscal e acabar com ministérios.
Com base no resultado de 2025, isso equivale a R$ 190 bilhões. “Beneficiários dos programas sociais, do governo Lula, coloquem as barbas de molho”, alerta o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.
Para Flávio Bolsonaro, diz o ministro, programas sociais são gastos. “Como ele é candidato apoiado pela elite, o risco do corte dos recursos dos programas sociais é iminente. O Brasil precisa se livrar do retrocesso, do atraso e da família Bolsonaro, para continuar crescendo e resolvendo o problema das desigualdades, que nos envergonha perante o mundo”, disse Guimarães.
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Já a política econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue o caminho contrário. “Lula isentou do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil e taxou em 15% os rendimentos de fundos offshores, dinheiro dos milionários brasileiros no exterior. No Senado, Flávio Bolsonaro votou contra o projeto de lei do governo Lula, que taxou as fortunas”, lembra.
A coordenadora foi quem declarou que a equipe já tem mais de mil normas mapeadas para revogar e a privatização de mais de 20 estatais, entre as quais os Correios, e não descartou o Banco do Brasil.
“Usando um pouco de inspiração no que foi feito no governo do Milei [Javier, presidente da Argentina]”, afirma a coordenadora no evento do grupo Esfera Brasil.
Ou seja, a inspiração da campanha é no governo que levou 27 milhões de argentinos à pobreza, 1,1 milhão de desempregados e o fechamento de 90 empresas.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC), o avanço da pobreza ocorre em meio à aceleração da inflação, com alta de 33,5% no acumulado em 12 meses até agosto. A inflação de alimentos avançou 34,9% no período.