
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) registrou “crescimento expressivo” de grupos que discutem ações “extremistas e violentas” contra o Supremo Tribunal Federal (STF), informou a jornalista Daniela Lima no programa “Pulso Político”, do Canal UOL. O documento aponta que a movimentação ganhou força após a sessão extraordinária da Corte realizada na última terça (15).
O relatório de inteligência, elaborado em 18 de setembro, monitora conversas em plataformas como WhatsApp e Telegram. A sessão do STF citada no documento discutiu a conduta do ministro Alexandre de Moraes no caso Master.
A Abin classificou como alto o nível de alerta para ameaças à segurança do processo eleitoral entre 15 e 24 de setembro de 2026. O documento integra o acompanhamento de incidentes relevantes durante as eleições gerais e também chega ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A análise identificou aumento das ameaças a instituições e novos casos de interferência em cenários específicos. O relatório recomenda atenção especial a localidades em que a mobilização apareceu com mais intensidade.

Relatório cita São Paulo, Rio e Brasília
São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília aparecem entre os locais que exigem monitoramento, conforme o relatório. O texto trata de áreas onde o crime organizado tenta controlar a circulação de pessoas.
Essas comunidades passaram a se articular em torno da narrativa de “nepalização” do Brasil, expressão que remete aos protestos violentos ocorridos no Nepal em setembro de 2025.
O alerta busca impedir que mobilizações semelhantes às registradas no país asiático ganhem espaço no Brasil.
Os grupos apresentam convergência em torno da adoção de ações violentas contra o STF e outras instituições, e as conversas incluem discussões sobre estratégias de mobilização e possíveis alvos, o que levou a Abin a manter o alerta alto no período analisado.