
O presidente da Argentina, Javier Milei, publicou nas redes sociais uma imagem de um artigo da revista britânica The Economist sobre inteligência artificial e resumiu sua reação em apenas duas palavras: “FENÓMENO BARRIAL” (“fenômeno do bairro”).
O problema é que o trecho usa a Argentina como exemplo de uma iniciativa potencialmente perigosa.
O artigo, intitulado “Could AIs become conscious?” (“As IAs podem se tornar conscientes?”), discute a possibilidade de sistemas de inteligência artificial desenvolverem algum tipo de consciência e, principalmente, os riscos de conceder a essas máquinas direitos semelhantes aos dos seres humanos.
FENÓMENO BARRIAL. pic.twitter.com/fS2vSZtZXG
— Javier Milei (@JMilei) August 23, 2026
Segundo a Economist, “a Argentina já deu um passo nessa direção”, ao mencionar a proposta de Milei de permitir que bots possam administrar empresas. A revista trata a ideia com enorme cautela e a coloca dentro de um cenário no qual máquinas poderiam começar a reivindicar direitos próprios.
O texto afirma que uma entidade de inteligência artificial que superasse os seres humanos em diversos aspectos poderia exigir proteção contra ser desligada, controle sobre como é utilizada e modificada e até direitos de propriedade.
A Economist ainda apresenta um cenário extremo: IAs superinteligentes poderiam competir com seres humanos por recursos, como data centers e energia, e eventualmente colocar a humanidade em uma posição de inferioridade. No pior cenário descrito pela revista, humanos poderiam acabar tratados como “animais de fazenda” das máquinas; no melhor, como animais de estimação.
