
Imagem: Reprodução/X @Southcom
Militares dos Estados Unidos mataram quatro pessoas ao atacar uma embarcação no mar do Caribe neste sábado (19), sob a suspeita de que o barco participava do tráfico internacional de drogas. O Comando Sul das Forças Armadas dos EUA divulgou a ação em uma publicação na rede social X.
O comando afirmou que o barco navegava por rotas conhecidas do narcotráfico e declarou ter recebido informações que confirmariam seu envolvimento na atividade. “Informações confirmadas revelaram o envolvimento ativo da embarcação no narcotráfico”, escreveu o órgão.
As Forças Armadas dos EUA não apresentaram provas públicas de que a embarcação transportava drogas ou de que as quatro pessoas mortas tinham ligação com organizações criminosas. O vídeo divulgado pelas autoridades mostra o barco em movimento e, em seguida, um forte clarão.
Este foi o segundo ataque americano contra uma embarcação na região em dez dias. Na ação anterior, também divulgada pelo Exército dos EUA, três pessoas morreram em circunstâncias semelhantes.
On September 19, under the direction of #SOUTHCOM, Joint Task Force Western Hemisphere executed a lethal, kinetic strike on a go-fast vessel operating along established narco-trafficking routes in the Caribbean. Confirmed intelligence revealed the vessel's active involvement in… pic.twitter.com/LPNJ5ec3GU
— U.S. Southern Command (@Southcom) September 19, 2026
Campanha militar dos EUA já soma 69 ataques marítimos
As operações dos EUA no Caribe e no Pacífico já causaram ao menos 231 mortes, segundo o balanço informado sobre a campanha. Os militares realizaram 69 ataques contra barcos considerados suspeitos desde o início da ofensiva, há cerca de um ano.
O governo do presidente Donald Trump chama os alvos das ações marítimas de “narcoterroristas”. Trump afirma que o país enfrenta um conflito armado com cartéis latino-americanos e usa o combate à entrada de drogas e às mortes por overdose como justificativa para a ofensiva.
A gestão Trump busca ampliar a atuação militar para operações em terra na América Latina por meio de acordos com governos aliados. No mês passado, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que Colômbia, Guatemala e Honduras aceitaram realizar ações conjuntas contra grupos criminosos.
A Guatemala negou ter firmado esse acordo com Washington. O Equador, por sua vez, iniciou missões semelhantes com os Estados Unidos em março, enquanto o governo americano segue sem divulgar evidências detalhadas sobre os supostos traficantes mortos nos ataques marítimos.