
O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, classificou como “absolutamente brilhante” a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de reintegrar Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal. André Mendonça havia afastado o diretor-geral e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.
Kakay afirmou que o afastamento dos dois dirigentes poderia interromper investigações em curso na Polícia Federal. Para o advogado, a medida alcançaria apurações sobre agentes públicos e casos que estão sob relatoria de Dino no STF.
“A decisão do Ministro André paralisa todas as investigações em curso protegendo muitos agentes públicos que estão sendo investigados, inclusive em inquéritos sob a relatoria do Ministro Flávio Dino. Uma situação de gravidade ímpar”, declarou Kakay.
O advogado também questionou a legitimidade do Partido Novo, responsável pela ação que motivou o afastamento. “A ilegitimidade do Partido Novo qualquer estudante de Direito reconhece mas, o que impressiona, é a determinação do Ministro André de paralisar todas as investigações! Quem estaria sendo beneficiado?”, disse.

Advogado cita inquérito que envolve Daniel Vorcaro
Kakay mencionou uma investigação relatada por Dino que envolve o empresário Daniel Vorcaro. Segundo o advogado, o inquérito apura “o caminhão de dinheiro doado pelo Vorcaro para o filme fajuto”.
O criminalista apontou que esse procedimento também sofreria impacto caso prevalecesse a interrupção das investigações. “É bom observar que o Flávio Dino é relator de um dos inquéritos que investiga o caminhão de dinheiro doado pelo Vorcaro para o filme fajuto. Este inquérito teria que ser interrompido”, afirmou.
O advogado definiu a decisão de Dino como “técnica, corajosa e correta” e alegou que a paralisação das apurações favoreceria pessoas influentes. “Muita gente graúda estava sendo protegida”, declarou.
Kakay defendeu que os inquéritos tenham andamento acelerado e que informações sobre as apurações sejam divulgadas. “Agora é cobrar agilidade e publicidade a estes inquéritos”, afirmou.