Bagunça total, por Izaías Almada

Bagunça total, por Izaías Almada

Alguma dúvida? Não bastassem as ideias e os atos estapafúrdios do chefe do ICE norte americano, conhecido pela alcunha de Trump, seus seguidores e apoiadores brasileiros, conhecidos pelo puxaquismo e entreguismo do país aos gringos, resolveram facilitar as coisas e meteram o estado brasileiro em grande confusão institucional a começar pelo poder judiciário.

O tal Vorcaro tentou mesmo safar a onça em conversas com o próprio ministro Moraes?

E qual o sentido dessa tomada de posição do ministro André Mendonça, indicado ao STF por Jair Messias?

Criar um clima favorável para, no mínimo, melar as eleições e impedir o quarto governo do presidente Lula da Silva, abrindo mais uma vez o país para a possibilidade de um novo golpe de estado?

Cercado por vários governos de extrema direita na América do Sul, o Brasil – além do salto qualitativo na geopolítica mundial e sustentando a duras penas um regime democrático que irrita boa parte da massa ignara do país – vem ganhando destaque na imprensa mundial como sendo candidato a entrar em definitivo no rol das grandes potências.

Chega ser ociosa a repetição da grande diferença entre os governos do tal Messias e os três governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como também inútil bater na mesma tecla da corrupção que, para além de criminosa, não deixa também de ser uma das principais ferramentas de sobrevivência no sistema capitalista.

Na sua atual campanha eleitoral o presidente Lula já deixou bem claro que, uma vez eleito para seu quarto mandato, elevará em definitivo o Brasil à condição de nova potência mundial.

Podemos inferir que, em tais circunstâncias, a soberania e a defesa do país por suas Forças Armadas serão, com certeza, contempladas com verbas que atendam a tais necessidades.       

Cabe aqui uma pergunta óbvia: qual o programa de governo do seu oponente? Quem souber levante a mão ou mande um comentário. Ninguém?!…

Pode-se dizer que “é aí que a porca torce o rabo”, pois o entreguismo de nossas terras e riquezas a uma eventual submissão imperial e negativista, transformando-nos de vez em quintal dos gringos, será inevitavelmente a pior escolha.

Estamos a um mês das eleições que, em princípio poderá consolidar a democracia no Brasil, bem como o avanço da nossa economia para nos tornarmos cada vez mais independentes, soberanos e praticantes conscientes  da justiça social.

Mas também tempo ainda suficiente para que o fascismo crie alguma confusão e crise institucional. Do Judiciário ao Legislativo é um salto. Daí ao executivo é só aumentar a bagunça.

Que tal ouvir uma valsa russa para aliviar o estresse?

Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.

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