A promessa de austeridade do ministro da Fazenda, Dario Durigan (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil), quando assumiu a pasta, esbarra numa aritmética pouco dócil. Às vésperas de completar seis meses no cargo, a dívida bruta alcançou 82,5% do PIB em julho, R$ 10,9 trilhões, alta de 0,6 ponto desde março. A dívida líquida subiu ainda mais: 2,4 pontos, para 69,1% do PIB, recorde da série iniciada em 2001. O quadro não nasceu com Durigan — ele já era secretário-executivo desde 2023 — nem pode ser atribuído só ao ministro, já que juros elevados, déficits e o desenho mais flexível do arcabouço fiscal pesam na conta. Mas há uma ironia difícil de esconder, porque enquanto Durigan promete ajuste em 2027, os números de 2026 seguem na direção contrária. No Tesouro, discurso não paga juros.
Em busca de uma rota alternativa
Os últimos escândalos e as pesquisas de intenção de votos têm mostrado um cenário pouco animador no comando da campanha do presidente Lula…