
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), recuou nesta quinta-feira (1º) e informou ao PT que não haverá restrição à caminhada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Fernando Haddad (PT) pela região da avenida Paulista neste sábado (3), véspera do primeiro turno das eleições. Com informações de Folha de S.Paulo.
A gestão municipal havia comunicado na quarta-feira (30) que não autorizaria eventos na Paulista nos dias 3 e 4 de outubro. A prefeitura sustentava que a medida seguia uma orientação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para manter a via desimpedida nas vésperas e nos dias dos dois turnos.
A campanha de Haddad decidiu manter o ato e contestou a interpretação da prefeitura. Os petistas afirmaram que o TRE-SP não pediu a interdição da avenida no sábado e disseram que já haviam conversado com a Companhia de Engenharia de Tráfego, a Guarda Civil Metropolitana e outros órgãos sobre a organização da manifestação.
Em mensagem, Nunes afirmou que “não há restrição para o evento, apenas um alerta sobre as recomendações do TRE”. “Sugerimos bom senso e reiteramos a disponibilidade da Roosevelt”, acrescentou o prefeito, em referência à praça Roosevelt, no centro da capital.
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PT prevê caminhada e ato na praça Roosevelt
O convite distribuído pelo PT à militância prevê concentração às 10h na esquina da avenida Paulista com a alameda Ministro Rocha Azevedo. O grupo deve caminhar por duas quadras da avenida e seguir pela rua Augusta até a praça Roosevelt.
Na praça, a programação inclui palco e carro de som. A expectativa informada pelo partido é reunir 15 mil pessoas no ato com Lula e Haddad, candidato do PT ao Governo de São Paulo.
Em ofício enviado ao partido, a prefeitura pediu que a caminhada “não obstrua o acesso e a circulação da avenida Paulista”. O documento também informou que a praça Roosevelt e o entorno estarão liberados para a realização do evento no sábado.
A presença de Lula em São Paulo busca impulsionar a campanha de Haddad, que enfrenta o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em 2022, Lula perdeu os dois turnos da disputa presidencial no estado, o maior colégio eleitoral do país.