
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de “vira-lata” durante entrevista ao Flow nesta quinta-feira (1º). Ao conversar com Igor Coelho sobre as relações com Donald Trump, Lula acusou o adversário de mandar o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, aos Estados Unidos para agir contra o Brasil.
“Agora, o meu adversário é um vira-lata. Mandou o irmão para lá para falar mal do Brasil”, afirmou. A declaração veio depois de Lula defender sua postura diante do presidente estadunidense e dizer que exige respeito nas negociações entre os dois países.
Lula também afirmou que o dinheiro destinado ao filme sobre Jair Bolsonaro serviria para manter Eduardo nos Estados Unidos “falando mal do Brasil”. O presidente atribuiu ao financiamento do longa uma finalidade política, sem detalhar na fala o caminho dos recursos.
As mensagens sobre o financiamento de “Dark Horse”, reveladas pelo Intercept Brasil em maio, apontam que Flávio negociou com Daniel Vorcaro um aporte de US$ 24 milhões para a produção e que ao menos US$ 10,6 milhões foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025. Ao responder às críticas sobre o caso, o senador sustentou que se tratava de investimento privado em um filme privado e negou o uso de dinheiro público.
Lula no Flow sobre Trump e Flavio: “Meu adversário é um vira-lata.”
Sobre Eduardo: “Traidor da Pátria. Vive nos Estados Unidos com o dinheiro do Vorcaro pra falar mal do Brasil. Se voltar pra cá vai ser preso.” pic.twitter.com/8jbF8EOvv8
— Papi (@xbzpapi) October 2, 2026
Na sequência, Lula mencionou a saída de Eduardo da Polícia Federal e afirmou: “Se voltar, vai ser preso”. O ex-deputado foi demitido do cargo de escrivão por abandono de cargo, em decisão do Ministério da Justiça publicada em 21 de setembro. A demissão decorreu de um processo administrativo disciplinar.
Ao explicar sua reação às tarifas impostas por Trump, Lula disse que procurou parceiros comerciais para vender produtos brasileiros e que as negociações com Washington continuam. Também afirmou que o Brasil dispõe de recursos estratégicos dos quais os Estados Unidos dependem e que ainda não colocou em prática a lei da reciprocidade.
Lula relatou ter respondido às referências de Trump ao poder militar estadunidense com uma disputa política: “Eu não quero guerra com você, porra. Eu não quero guerra com você, eu quero derrotar você na narrativa”. Em seguida, reafirmou sua cobrança: “É bom me tratar com respeito, porque eu trato todo mundo com respeito, eu só quero isso: respeito”.