Aliados de Flávio Bolsonaro atacam Moraes em ato na Paulista; veja VÍDEOS

Flávio Bolsonaro em ato na Avenida Paulista nesta segunda (7). Foto: Estadão Conteúdo

O ato de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, nesta segunda (7), reuniu aliados que pediram o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ministro André Mendonça. A manifestação levou nomes da extrema-direita ao palco em São Paulo.

As mensagens trocadas entre o empresário Daniel Vorcaro e Moraes mobilizaram parte dos discursos. Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro, relata os processos ligados ao banco Master e recebeu manifestações de apoio entre os participantes.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu uma resposta do Supremo para o caso. “Está na hora do tribunal não se dividir para se defender, mas se unir para apurar, para dar a resposta que a sociedade precisa”, afirmou.

Tarcísio evitou ataques diretos a Moraes, diferentemente do ato de 2025, quando o chamou de “ditador” e “tirano”. O governador disse que “ninguém está acima da lei” e acrescentou: “Banqueiro nenhum está acima da lei, magistrado nenhum”. Ele também defendeu a eleição de um “Senado forte” e afirmou que a direita não pode eleger senadores da esquerda.

Nikolas Ferreira anuncia protesto contra Alcolumbre no Amapá

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) abriu sua fala puxando o coro de “Fora, Moraes” e disse que o lugar do ministro é “na cadeia”. Em seguida, criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não pautar pedidos de impeachment contra integrantes do STF.

Nikolas convocou uma manifestação para o domingo (13), às 15h, em frente à casa de Alcolumbre, no Amapá. O deputado afirmou que o objetivo será pressionar o presidente do Senado a colocar em votação os pedidos contra Moraes.

Alfredo Gaspar (PL), vice de Flávio Bolsonaro, associou o presidente Lula a Moraes: “Não existe Lula sem Alexandre, e não existe Alexandre sem Lula”. O pastor Silas Malafaia chamou Moraes de “ditador da toga”, mas afirmou que o grupo não buscava “desgraçar o Supremo” e pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que afaste o ministro.

As mulheres abriram os discursos da manifestação. A bispa Sônia Hernandes, da igreja Renascer em Cristo, conduziu uma oração; a deputada Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado, defendeu Mendonça; e a economista Daniella Marques também falou. Participaram ainda o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e os candidatos André do Prado, Guilherme Derrite, Gustavo Gayer, Sergio Moro e Douglas Ruas.

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