
O jornalista Rodolpho Gamberini, que trabalhou na Globo, fez a intervenção mais importante do Roda Viva da segunda-feira, que entrevistou Tony Ramos.
Gamberini relembrou uma situação ocorrida em 1989, que hoje pode ser vista com certo estranhamento: os artistas abriam o voto dentro da Globo. E alguns eram até vaiados.
Publico o trecho do vídeo com a pergunta do jornalista e não compartilho nada da resposta de Tony Ramos, porque o ator fez uma volta e enrolou Gamberini e toda a bancada do programa. O entrevistado fugiu para uma conversa óbvia sobre vaias e ignorou a pergunta.
O que o jornalista queria saber é uma dúvida datada, mas que se presta para alguma reflexão sobre o que é a Globo hoje, no contexto do ambiente polarizado e com tanta gente do meio do ator e do jornalismo engajada, não à direita, mas ao fascismo mesmo.
Lá em 1989, na primeira eleição presidencial pós-ditadura, os empregados da corporação assumiam a militância política, dentro da empresa e numa festa de fim de ano. E hoje? Imaginem a cena com Paulo Betti de novo e a Malu Gaspar.