
A WBL Gráfica e Editora já recebeu R$ 6,9 milhões de candidatos que disputam as eleições de 2026, apesar de responder a um processo sobre fraude em licitação em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a empresa, e o Superior Tribunal de Justiça negou um recurso apresentado no caso. Com informações do Metrópoles.
Ao todo, 233 campanhas contrataram serviços da gráfica nesta eleição. Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, e André do Prado (PL-SP), candidato ao Senado, estão entre os cinco políticos que mais destinaram recursos à empresa.
O bolsonarista lidera a lista de financiadores da WBL, com R$ 608,1 mil pagos por materiais de campanha. Sua equipe afirmou que contratou a empresa por ela ter apresentado o menor preço e documentação regular, e disse que os serviços foram prestados normalmente.
Renan Santos desembolsou R$ 292,6 mil para a gráfica e não se manifestou sobre a contratação. A empresa também prestou serviços para campanhas de candidatos a deputado federal em São Paulo.

Deputados concentram outros maiores pagamentos à gráfica
A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP), candidata à reeleição, pagou R$ 420,5 mil à WBL. Luiz Dalben (PSD-SP), que também concorre à Câmara, destinou R$ 385,6 mil, enquanto Sargento Cavalcanti (PL-SP) gastou R$ 275,2 mil.
Adriana Ventura declarou que conheceu a gráfica por dados do DivulgaCand de eleições anteriores e visitou o local para verificar a capacidade de produção e distribuição dos materiais em todo o estado. A parlamentar disse que a empresa cumpriu os prazos e que os pagamentos ocorreram após a entrega, com notas fiscais.
Nas eleições municipais de 2024, a WBL também trabalhou para as campanhas de José Datena, então filiado ao PSDB, e de Pablo Marçal (PRTB) à Prefeitura de São Paulo. No caso de Datena, os gastos passaram pelo diretório municipal do PSDB.
A ação judicial em Ferraz de Vasconcelos envolve um esquema durante a gestão do ex-prefeito Alcir Filló. Em nota, a WBL afirmou que ainda há recursos pendentes no STJ e sustentou que a discussão judicial não está definitivamente encerrada, pedindo que sua responsabilidade fique limitada ao que as decisões judiciais reconhecem no atual estágio do processo.