
Parlamentares do PT e do PSOL cobram que a gestão de Ricardo Nunes (MDB) garanta ônibus com frota e frequência de dia útil no segundo turno das eleições, em 25 de outubro, em São Paulo. O líder petista na Câmara Municipal, Alessandro Guedes, apresentou uma representação ao Ministério Público Eleitoral, enquanto outros parlamentares encaminharam um ofício à Prefeitura.
Na representação, Guedes afirma que a administração anunciou 6,9 mil ônibus para o domingo da eleição, com operação equivalente à de sábado. Segundo ele, o volume representa reforço de 40% sobre os domingos regulares, mas fica abaixo dos cerca de 12 mil veículos usados em dias úteis, parâmetro que reivindica para o atendimento dos eleitores.
O vereador sustenta que a programação não atende às exigências do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral sobre gratuidade e frequência compatível com dias úteis. A cobrança envolve a quantidade de veículos e os intervalos, além da tarifa: São Paulo já mantém ônibus gratuitos aos domingos pelo programa Domingão Tarifa Zero.
Também assinaram o pedido à gestão municipal o vereador Nabil Bonduki (PT), a deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL), o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) e o vereador Celso Giannazi (PSOL). Nesta quinta-feira (15), a Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica da Câmara aprovou um requerimento de Bonduki para assegurar a oferta equivalente à de um dia útil.

Segundo Bonduki, a iniciativa responde a reclamações de moradores sobre a insuficiência de ônibus no primeiro turno. Luciene Cavalcante e os irmãos Giannazi pedem ainda veículos públicos, inclusive ônibus escolares, para atender pessoas com deficiência, idosos, gestantes, mães com crianças de colo e eleitores com mobilidade reduzida.
Antes do primeiro turno, a Prefeitura informou à Justiça Eleitoral que a gratuidade já estava garantida pelo programa dominical. O governo estadual, responsável por outro conjunto de serviços, afirmou ter decretado passe livre em trens, metrô e ônibus intermunicipais e comunicado ao TRE-SP que a operação seguiria o padrão de dia útil.
A discussão sobre o transporte para votar ocorre no mesmo dia em que Lula anunciou uma proposta de gratuidade nos fins de semana nas cidades com transporte coletivo. Essa iniciativa ainda será enviada ao Congresso; os pedidos dos parlamentares paulistas tratam das condições de deslocamento dos eleitores já no segundo turno.