A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) celebra a aprovação, pelo Senado Federal, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial. O resultado representa uma conquista histórica da classe trabalhadora brasileira, fruto de anos de mobilização, resistência, organização sindical e luta coletiva por melhores condições de vida e trabalho.
Essa vitória não nasceu por acaso. É resultado da unidade das centrais sindicais, federações, confederações, sindicatos e movimentos sociais que, nas ruas, nos locais de trabalho e nos espaços institucionais, mantiveram viva a reivindicação por uma jornada mais justa. A CTB esteve presente nessa construção, defendendo a redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, como instrumento de valorização do trabalho, distribuição de renda e promoção da justiça social.
Como tem defendido o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, a redução da jornada está diretamente relacionada à necessidade de garantir que os avanços tecnológicos e os ganhos de produtividade sejam compartilhados com aqueles que produzem a riqueza do país: os trabalhadores e as trabalhadoras.
A conquista também expressa a importância do diálogo democrático e da articulação entre o movimento sindical, o Congresso Nacional e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que manifestou apoio à pauta. Trata-se de uma reivindicação histórica que coloca no centro do debate nacional o direito ao descanso, à saúde, à convivência familiar, à educação, à cultura e ao lazer.
Para a CTB, reduzir a jornada de trabalho é reconhecer que a vida não pode se resumir ao trabalho. É assegurar que milhões de brasileiros e brasileiras tenham mais tempo para viver, cuidar de suas famílias, estudar, descansar e participar plenamente da sociedade. É também avançar na construção de um modelo de desenvolvimento que valorize o emprego, a dignidade humana e os direitos sociais.
A aprovação no Senado representa um marco importante, mas a luta não termina aqui. A CTB reafirma seu compromisso com a mobilização permanente da classe trabalhadora para assegurar a conclusão da tramitação da proposta e sua efetiva implementação, sem retrocessos ou retirada de direitos.
A unidade da classe trabalhadora fez essa conquista avançar. É com organização, mobilização e luta que seguiremos construindo um Brasil com mais direitos, justiça social e valorização do trabalho.
Brasília, 14 de outubro de 2026
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Adilson Araújo
Presidente nacional da CTB