Virada? As pesquisas decisivas para a campanha de Lula no 2º turno

Edinho Silva e Lula lado a lado
Edinho Silva e Lula. Foto: Reprodução

Aliados do presidente Lula (PT) consideram que uma melhora nas pesquisas até sexta (16) será decisiva para sustentar uma reação na disputa do segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A avaliação surgiu em reunião na terça (13) com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, segundo o Estadão.

Edinho apresentou aos dirigentes partidários dados de levantamentos internos, os chamados trackings, que apontariam aproximação entre Lula e Flávio nos últimos dias. Os números não são divulgados oficialmente, mas indicariam diferença de cerca de dois pontos percentuais nos votos válidos.

Participaram do encontro lideranças de PSB, PSOL, Rede, PV, PDT e MDB. O ambiente foi mais ameno do que na reunião realizada depois do primeiro turno, quando os aliados cobraram mudanças na comunicação e no discurso da campanha petista.

A campanha espera os próximos levantamentos públicos para medir se a tendência apontada internamente se confirma. A Quaest divulga nesta quarta (14) sua primeira pesquisa após o primeiro turno, e o Datafolha publica novo levantamento na quinta (15).

Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Campanha aposta em mobilização e ações regionais

Pesquisa PoderData/Aya divulgada na terça apontou redução de quatro pontos na distância entre os candidatos em uma semana. No levantamento anterior, Flávio Bolsonaro tinha 53% dos votos válidos, contra 47% de Lula; agora, os números indicaram 51% para o senador e 49% para o presidente.

O senador Renan Filho (MDB), que participou da reunião, afirmou que uma aproximação confirmada nas pesquisas levaria os aliados de Lula à última semana de campanha “com a faca nos dentes” para tentar a virada. A preocupação do grupo é evitar desmobilização entre os eleitores petistas.

Dirigentes também avaliaram positivamente as mobilizações organizadas desde a semana passada e a estratégia de redes sociais adotada após o primeiro turno. Edinho ouviu relatos de lideranças sobre os cenários eleitorais nos Estados e sobre a capacidade de engajamento local.

Renan Filho defendeu que a campanha priorize a redução da abstenção, estimulando eleitores que já apoiam Lula a levar parentes e amigos que não votaram no primeiro turno. Na avaliação apresentada por ele, esse esforço pode ser mais eficiente do que tentar conquistar um eleitor sem preferência definida.

Os partidos discutirão estratégias específicas por região em reuniões setoriais com Edinho nos próximos dias. Parte dos participantes defende concentrar esforços onde o PT tem maior força eleitoral, especialmente em Estados do Nordeste.

Lula manterá agenda no Sudeste e nos maiores colégios eleitorais para reduzir a vantagem de Flávio Bolsonaro. Depois do ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (11), o presidente deve viajar a Minas Gerais e ao Rio de Janeiro no fim desta semana e programou novos atos nas duas capitais para a reta final.

Artigo Anterior

É possível haver educação de qualidade sem a figura da professora e do professor?

Próximo Artigo

Conta do pacote de bondades

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!