VÍDEO – Flávio Bolsonaro diz que Tarcísio queria disputar a Presidência

Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas sentados em evento da Associação Comercial de São Paulo
Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas sentados durante evento da Associação Comercial de São Paulo. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência no segundo turno contra o presidente Lula (PT), afirmou nesta terça (13) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), esperava concorrer ao Palácio do Planalto. A declaração expôs a disputa pela sucessão de Jair Bolsonaro dentro do campo bolsonarista.

Em evento da Associação Comercial de São Paulo, na zona sul da capital, Flávio disse que procurou o governador depois de receber do pai a missão de disputar a eleição.

“Assim que o presidente Bolsonaro me passou essa missão, a primeira coisa que eu fiz foi conversar com meu pai sobre visitar o Tarcísio no Palácio do Bandeirantes, que tinha a expectativa também naquele momento de ser candidato a presidente da República”, afirmou.

Tarcísio negou publicamente ter pretendido entrar na corrida presidencial e alegou que concentrava seus esforços na reeleição em São Paulo. O governador, porém, tinha preferência entre setores do centrão e empresários para enfrentar Lula.

Jair Bolsonaro indicou Flávio como seu sucessor no fim do ano passado, frustrando a expectativa de aliados de Tarcísio. O ex-ministro chegou ao governo paulista em 2022, quando venceu sua primeira eleição.

Flávio elogia governador e discute segurança pública

Flávio classificou Tarcísio como um “craque” e disse que Jair Bolsonaro lhe deu uma missão “no início muito louca” ao lançá-lo ao governo paulista. “Alguém que nunca tinha sido candidato a nada, um carioca torcedor do Flamengo, para ser governador de São Paulo”, disse o senador.

O candidato do PL afirmou que conversa com o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) sobre segurança pública. O nome de Derrite circula como possibilidade para um eventual ministério em um governo de Flávio Bolsonaro.

O senador disse que pretende mudar a legislação para prever ao menos 8 anos de prisão para quem roubar celular e afirmou que os condenados terão de trabalhar. A Lei de Execução Penal já determina que pessoas condenadas a penas privativas de liberdade trabalhem conforme suas aptidões e capacidade.

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