
Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, negou nesta terça-feira (13) ter explorado mulheres após a divulgação de mensagens sobre uma rede internacional de prostituição. Preso em Brasília, o ex-banqueiro se manifestou por nota divulgada pela defesa ao UOL.
Na nota, Vorcaro negou ter explorado ou desrespeitado mulheres e disse não reconhecer a autoria, a autenticidade e o contexto de vários conteúdos divulgados. A contestação foi apresentada em termos gerais, sem identificar cada mensagem questionada.
O ex-banqueiro acusou uma “manipulação criminosa” de conversas privadas e anunciou que buscará responsabilização civil e criminal. Alegou que os vazamentos expõem sua intimidade e colocam a família em risco. Também declarou disposição para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.

A reportagem sobre a rede de prostituição descreve conversas em que Vorcaro e o promotor de eventos Diogo Batista discutem seleção de mulheres, viagens, hospedagens e pagamentos. Segundo a apuração, o negócio recebeu ao menos R$ 4,3 milhões e incluía o recrutamento de estrangeiras e refugiadas.
A Polícia Federal abriu um inquérito em maio para apurar possíveis ilegalidades na contratação de mulheres estrangeiras. Vorcaro permanece preso preventivamente no caso Master, na Papudinha, em Brasília.