
O cantor Netinho, um dos nomes mais conhecidos do axé music e intérprete de “Milla”, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador. O artista enfrentava um câncer do sistema linfático havia mais de um ano.
Por desejo expresso do cantor, o velório e a cremação terão cerimônia reservada a familiares e amigos próximos, informou a assessoria. A equipe não divulgou detalhes sobre horário ou local da despedida.
Netinho anunciou o diagnóstico em 22 de março de 2025, depois de dar entrada no Hospital Aliança Star, na capital baiana, com fortes dores nas pernas. Ele compartilhou etapas do tratamento nas redes sociais.
Em janeiro de 2022, o cantor oficializou sua filiação ao Partido Liberal (PL) e alinhou-se publicamente à extrema-direita para disputar uma vaga de deputado federal pela Bahia sob o lema “Deus, Pátria, Família e Liberdade”.
Intitulando-se “soldado de Bolsonaro”, o artista obteve cerca de 31 mil votos nas eleições de outubro daquele ano, número que não foi suficiente para elegê-lo de forma direta, garantindo-lhe apenas a suplência da coligação.
Carreira de Netinho começou no Carnaval de Salvador
Nascido em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, em 12 de julho de 1966, Netinho se mudou com a família para Salvador aos 10 anos. Aos 14, ganhou o primeiro violão da mãe e, mais tarde, conciliou o curso de Engenharia Civil na Universidade Católica do Salvador com apresentações em escolas e bares.
Em 1988, estreou como vocalista da Banda Beijo no Carnaval de Salvador e alcançou sucesso no mesmo ano com “Beijo na Boca”. Três anos depois, iniciou a carreira solo, que o levou a se apresentar também em países como Itália e Chile.
Em 2013, o cantor sofreu três acidentes vasculares cerebrais e perdeu a voz, o que o afastou por quatro anos dos palcos do Carnaval de Salvador. Netinho também abriu um estúdio de gravação e mixagem no Rio de Janeiro, frequentado por artistas como Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz.