
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa neste domingo (11) de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. Batizado de Marcha pela Democracia, o ato reúne apoiadores, movimentos sociais, estudantes e comunidades de fãs. O público é estimado em cerca de 100 mil pessoas.
A concentração começou às 11h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).
A caminhada prevista vai em direção à Praça Roosevelt, no centro da capital. O ato também foi convocado como “Dia 11, a aula é nas ruas”.
A mobilização ocorre durante a campanha deste segundo turno, em que Lula disputa a reeleição contra Flávio Bolsonaro (PL).
O petista ficou atrás do adversário no primeiro turno, e aliados têm tentado ampliar a presença nas ruas e reanimar apoiadores. A primeira pesquisa Datafolha desta etapa da eleição apontou Flávio com 52% dos votos válidos e Lula com 48%.
A organização reuniu grupos estudantis, movimentos sociais, partidos de esquerda e fandoms de artistas. As pautas divulgadas incluem a defesa da democracia, da educação pública e dos direitos sociais, além de manifestações contra o racismo, a misoginia, a LGBTfobia e outras formas de preconceito.
Na véspera, Lula publicou um vídeo convocando apoiadores e prometeu fazer “o maior ato da história de São Paulo”. O presidente também agradeceu às pessoas mobilizadas nas ruas e nas redes durante a campanha.
No mesmo dia, Lula criticou a decisão atribuída ao ministro Kassio Nunes Marques, apontado como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de suspender o canal “Exército do Lula”.
O canal havia sido criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), aliado de Lula. O presidente classificou a suspensão como “absurdo” e disse que sua campanha buscaria esclarecimentos na Justiça Eleitoral. Censura explícita.
Assista ao vivo:
Lula anuncia pedido de explicação à Justiça Eleitoral
“Eu acho um absurdo. […] Os nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação”, disse Lula ao comentar a medida contra o canal ligado a Janones.
O presidente também afirmou que vinha identificando decisões que considerava desfavoráveis à sua campanha. “Há alguns dias eu estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa campanha”, declarou.
Na crítica, Lula questionou o que chamou de interferência da Justiça no processo eleitoral e defendeu que a disputa transcorresse sem esse tipo de ação.
“Não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não teria um comportamento civilizado e republicano de permitir que as eleições fluam sem interferência da Justiça”, afirmou o petista.