
O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) desistiu de tentar garantir um segundo turno na eleição para o governo do Rio de Janeiro. A decisão veio após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar o recurso apresentado pela coligação do candidato contra um julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em nota, Paes reconheceu o encerramento da disputa e afirmou que respeitará a decisão judicial. “Decisão judicial a gente respeita. É assim que funciona a democracia”, declarou o ex-prefeito, sem citar o governador eleito Douglas Ruas (PL).
Paes alegou que a maioria dos eleitores fluminenses votou para que a definição do governo estadual ocorresse em segundo turno. “Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores”, disse.
O ex-prefeito afirmou que o Rio vive “uma das maiores crises de sua história”, com destaque para a segurança pública. Ele disse que o PSD e seu grupo político acompanharão e cobrarão resultados do próximo governo, que classificou como continuidade do grupo no poder havia oito anos.

Recurso ao STF questionava resultado sem maioria absoluta
Na mesma nota, Paes destacou a votação que recebeu na capital fluminense e agradeceu aos eleitores cariocas. A cidade do Rio seguirá sob comando de seu aliado Eduardo Cavaliere (PSD), e o ex-prefeito afirmou que pretende manter seu compromisso político com a população da capital.
Ao longo desta quinta, Paes recebeu aliados em casa enquanto avaliava as últimas possibilidades jurídicas. Desde domingo, o grupo discutia se haveria chance de a Justiça Eleitoral restabelecer a realização de um segundo turno.
No pedido apresentado ao STF, a coligação de Paes sustentou que a manutenção da decisão do TSE causaria prejuízo irreversível ao processo eleitoral. A defesa argumentou que nenhum candidato havia alcançado, na contagem original dos votos, a maioria absoluta necessária para vencer no primeiro turno.
Os advogados também alegaram urgência porque a propaganda eleitoral gratuita do segundo turno seria retomada nesta sexta (9). Zanin indicou que ainda havia possibilidade de recurso dentro do próprio TSE e concluiu que não caberia ao STF acolher o pedido; após a negativa, Paes decidiu não adotar novas medidas.