
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou a aliados que vai reforçar a presença nas redes sociais e investir no corpo a corpo para tentar reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A estratégia foi debatida em reunião com candidatos ao Senado e a governador, na noite de segunda-feira (05), em Brasília. Com informações de O Globo.
Flávio terminou o primeiro turno à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Participantes do encontro relataram que o presidente aceitou ampliar as postagens da campanha, mas indicou que pretende priorizar o contato direto com eleitores.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, defendeu uma atuação mais intensa nas plataformas digitais. Ele obteve 70% dos votos válidos, a maior votação entre os governadores eleitos no país.
Aliados também sugeriram que a campanha apresente políticas que poderiam sofrer mudanças com uma vitória do filho de Jair Bolsonaro. Entre os pontos citados no encontro está a política de aumento real do salário mínimo.

Campanha mira abstenção e ampliação de votos no Nordeste
Lula disse, na parte fechada da reunião, que pretende associar a candidatura de Flávio Bolsonaro a riscos para a população, incluindo a possibilidade de o Brasil voltar ao mapa da fome.
Os participantes avaliaram que a mobilização de eleitores pode reduzir a abstenção, que chegou a 21,08% no primeiro turno. O índice foi o maior registrado desde 1998.
O comando da campanha vê espaço para elevar a votação de Lula no Nordeste. No Piauí, ele recebeu 70,99% dos votos válidos, e a meta estabelecida pelos aliados é alcançar 80% no estado.
A campanha também planeja ampliar a votação em Minas Gerais e São Paulo. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) cobrou uma visita de Lula ao Amazonas, estado que o presidente não percorreu no primeiro turno e onde apoia Omar Aziz (PSD) na disputa contra Maria do Carmo (PL).