PEC prevê jornada de 40 horas, dois dias de descanso e sem redução salarial. Tema chega ao Senado em meio ao segundo turno presidencial; Lula defende o fim da escala 6×1 e evidencia posições distintas sobre o futuro das relações de trabalho
O fim da escala 6×1 coloca em lados distintos os dois candidatos que disputam o segundo turno. Lula defende a redução da jornada sem redução salarial e colocou a pauta entre as prioridades de seu governo. Flávio Bolsonaro, por outro lado, criticou a proposta nos moldes apresentados e defendeu uma alternativa baseada na remuneração por hora trabalhada. Agora, o tema chega a uma etapa importante no Senado e pode beneficiar milhões de brasileiros e brasileiras.
Nesta terça-feira (6), o Senado começa a discutir a PEC 221/2019. O texto prevê jornada máxima de 40 horas semanais, dois dias de descanso e sem redução salarial.
Para quem trabalha seis dias e descansa apenas um, a mudança significa muito mais do que algumas horas fora do serviço. É tempo para a família, para cuidar da saúde, estudar, descansar e viver.
A defesa do fim da 6×1 feita por Lula levou uma reivindicação histórica dos trabalhadores para o centro da agenda nacional. Na mensagem encaminhada ao Congresso em 2026, o presidente afirmou que não considera justo trabalhar a semana inteira e ter apenas um dia para recuperar o corpo e conviver com a família.
Uma pauta que também chega ao segundo turno
Em plena disputa presidencial, a jornada de trabalho passa a fazer parte do debate sobre os rumos do país. As posições apresentadas pelos candidatos permitem que trabalhadores comparem o que cada projeto propõe para temas que interferem diretamente em sua vida.
Enquanto o Congresso discute a PEC, a mobilização também ganha importância. Trabalhadores e entidades favoráveis à mudança podem usar as redes sociais para cobrar dos senadores pela aprovação do Fim da Escala 6×1.
Marque os parlamentares. Pergunte como pretendem votar.
Compartilhe informações e acompanhe a tramitação: https://www.ctb.org.br/aprovasenado/
O Brasil produz mais, incorporou novas tecnologias e transformou profundamente suas relações de trabalho. O debate agora é sobre como essas mudanças também podem significar mais qualidade de vida.
O fim da escala 6×1 coloca uma questão simples no centro do país: trabalhar é fundamental, mas ter tempo para viver também é.