O pedido de Bolsonaro a Moraes sobre Flávio

Flávio Bolsonaro ao lado de Jair Bolsonaro
Flávio Bolsonaro ao lado de Jair Bolsonaro. Foto: AP Photo/Eraldo Peres

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba uma visita do filho Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. O requerimento chegou ao ministro nesta segunda-feira (5), após o resultado do primeiro turno das eleições.

Os advogados solicitaram o restabelecimento do regime normal de visitas na residência onde Bolsonaro cumpre pena. Como alternativa, pediram “uma única visita de Flávio Nantes Bolsonaro ao Peticionário, de natureza exclusivamente familiar”.

A defesa afirmou que a manutenção de um regime excepcional de restrições deixou de ser necessária devido às circunstâncias atuais e ao tempo transcorrido. Os advogados sustentaram que a retomada das visitas pode ocorrer sem prejuízo às medidas de segurança e fiscalização já fixadas.

O pedido busca permitir que Bolsonaro volte a receber familiares e outras pessoas autorizadas pela relatoria. Moraes ainda não se manifestou sobre o requerimento.

Moraes proibiu encontros político-eleitorais até o fim da eleição

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Foto: Reprodução

Em 13 de julho, Moraes suspendeu por 90 dias a autorização para Flávio visitar o pai. O prazo da restrição termina no domingo (11).

O ministro tomou a decisão após concluir que o senador desrespeitou a proibição de Bolsonaro usar redes sociais. Flávio leu uma carta escrita pelo ex-presidente durante uma transmissão em uma plataforma digital.

Quatro dias depois, em 17 de julho, Moraes manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro por razões de saúde e vedou visitas com finalidade “político-eleitoral” até o encerramento das Eleições 2026. A decisão não impede, por si só, encontros de caráter estritamente familiar autorizados pelo STF.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16%. A diferença de 1,87 ponto percentual, equivalente a cerca de 2,2 milhões de votos, levou os dois candidatos ao segundo turno marcado para 25 de outubro.

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