Aliados querem que Flávio Bolsonaro fuja de debates com Lula no 2º turno

Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: Folhapress

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) aconselham o candidato a presidente a limitar sua participação em debates contra o presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições de 2026. A avaliação no entorno do senador é que ele deve selecionar os encontros considerados mais relevantes nas três semanas restantes de campanha, segundo o SBT.

A tendência é que Flávio participe apenas de um eventual debate promovido pela TV Globo, embora uma parte dos aliados defenda que ele não compareça a nenhum confronto ao vivo. A definição dependerá também da disposição de Lula, que não participou dos debates no primeiro turno.

Flávio e Lula não se enfrentaram nos encontros da primeira etapa da eleição. O senador condicionou suas ausências à presença do petista e afirmou, após faltar ao debate da Band em agosto, que os demais concorrentes não eram seus adversários: “Quem está lá não é meu adversário”.

Na ocasião, o debate reuniu Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). A estratégia de associar sua participação à presença de Lula começou a mudar apenas na semana final antes da votação.

Renan Santos, Augusto Cury e Ronaldo Caiado durante debate na Band. Foto: Bruno Santos/Folhapress

Decisão judicial cancelou debate no primeiro turno

Flávio decidiu inicialmente ir ao debate da TV Globo mesmo sem Lula, e sua campanha preparou uma ação para dirigir perguntas ao púlpito vazio do presidente. A intenção era transformar os trechos em vídeos para as redes sociais e manter Lula como principal alvo da disputa.

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio e vetou perguntas ao candidato ausente. Flávio retirou sua participação e classificou a decisão como “censura” da Justiça Eleitoral.

Depois, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos no encontro. Com as ausências de Lula e Flávio e as decisões judiciais, a Globo cancelou o debate, e o candidato do PL fez uma live no horário previsto pedindo “voto de revolta”.

Para o segundo turno, a campanha pretende adotar na propaganda eleitoral a estratégia chamada internamente de “Flavinho light”, com mais espaço para segurança pública, economia e custo de vida. Flávio também deve ampliar a presença no Nordeste e buscar apoios de Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito governador de São Paulo, e do senador eleito Sérgio Moro (PL).

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