
A Globo pode ter de devolver cerca de R$ 240 milhões aos seis maiores anunciantes que compraram cotas publicitárias para um debate presidencial cancelado na última quinta-feira (1º). A informação foi publicada pelo colunista Alessandro Lo-Bianco, que afirma que as empresas também cobram multas previstas nos contratos. Com informações do site do jornalista Alessando lo Bianco.
As seis cotas teriam custado entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões cada. As marcas contrataram espaços associados à transmissão do debate e à audiência esperada para o encontro eleitoral.
Após o cancelamento, a emissora ofereceu aos anunciantes a transferência das inserções para os intervalos de “Quem Ama Cuida”. As empresas recusaram a proposta, ainda conforme a coluna.
Os cotistas sustentam que a publicidade de uma novela não equivale comercialmente à exposição negociada para um debate presidencial. Uma inserção convencional em “Quem Ama Cuida” custaria em torno de R$ 950 mil, valor muito abaixo das cotas vendidas para a transmissão cancelada.

Contratos preveem multa por não entrega do espaço comercial
Além da restituição dos valores, os anunciantes cobram a multa contratual por descumprimento da entrega comercial. As cláusulas de proteção poderiam prever penalidade de até 20% sobre o valor de cada cota.
O custo final para a Globo, portanto, pode superar os R$ 240 milhões recebidos pelos maiores cotistas. O montante dependerá da aplicação das multas acertadas individualmente nos contratos.
A área financeira da emissora teria trabalhado durante a madrugada para calcular o impacto do cancelamento. Uma reunião interna teria concluído que a empresa precisará cumprir as obrigações financeiras estabelecidas com os anunciantes.
As marcas argumentam que não desistiram das campanhas e atribuem o cancelamento à decisão da própria Globo. Por isso, defendem a devolução integral do que pagaram e a aplicação das penalidades contratuais.