
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou que continuará usando uma adaptação de “Bete Balanço” em sua campanha, apesar do repúdio de Frejat, um dos compositores, e de uma notificação extrajudicial pelo uso sem autorização. Em vídeo, o presidenciável provocou o músico: “Nós vamos usar a música, você vai ter que lidar”. Com informações do UOL.
Frejat declarou que não autorizou a associação da obra à candidatura. “Em meu nome e do Cazuza, manifesto o meu total repúdio à associação da nossa canção Bete Balanço à campanha presidencial de Renan Santos”, afirmou. O artista disse não compartilhar das ideias do candidato e classificou o uso como desrespeito aos direitos dos autores.
Na resposta, Renan adotou um tom de deboche. “De guitarrista para guitarrista: não seja bobo, Frejat”, disse. Embora tenha elogiado a composição, o candidato afirmou que a reação ajudou a divulgar sua campanha e que o músico deveria ficar “lisonjeado” com a escolha.
MÔNICA BERGAMO | Frejat manifestou “total repúdio” ao uso da música “Bete Balanço” pela campanha presidencial de Renan Santos (Missão). Em post nas redes sociais, o cantor fala em nome de Cazuza, também autor da canção, e diz que eles não compartilham das ideias do candidato e do… pic.twitter.com/0hjm1gElJh
— Folha de S.Paulo (@folha) October 2, 2026
O presidenciável também ironizou as posições políticas dos compositores. Mencionou o pai de Frejat como comunista, chamou Cazuza de “playboy” e debochou de suas críticas à burguesia. As provocações acompanharam a insistência em manter a adaptação eleitoral da música.
A Warner Chappell, editora musical, notificou extrajudicialmente a campanha no fim de setembro. O documento citou publicações em páginas ligadas ao candidato e estabeleceu prazo para que sua equipe entrasse em contato e regularizasse o uso da obra.
Batizada de “Vote na Onça”, a versão eleitoral altera a letra para trocar a perspectiva de um futuro duvidoso por uma promessa de futuro glorioso. A adaptação foi cantada por apoiadores durante o ato de Renan e militantes do Missão em frente à TV Globo, no Rio de Janeiro, após o cancelamento do debate presidencial de quinta-feira (1º).