Debate cancelado: ministros do TSE reagem a ataques de candidatos

Plenário do Tribunal Superior Eleitoral. Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Uma ala do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reagiu aos ataques dirigidos à Corte após decisões que alteraram a composição do debate da Globo nesta quinta (1º) e impediram a emissora de exibir um púlpito vazio reservado ao presidente Lula. Integrantes da corte alegam que os casos tiveram relatores definidos por sorteio e não resultaram de uma posição conjunta da instituição, segundo o Metrópoles.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atacou a atuação da Justiça Eleitoral e apontou “interferência do Judiciário na organização dos debates”. A Globo também contestou a sequência de ordens judiciais que atingiu o formato do encontro entre candidatos.

Ministros do TSE avaliam que parte das reações atribuiu ao tribunal, como órgão, decisões que cada relator tomou em processos específicos. Na avaliação interna, os magistrados sorteados tinham competência para examinar os pedidos apresentados nos autos.

O grupo também rejeita a comparação direta entre decisões do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF). Os integrantes afirmam que cada medida tratou de processos distintos, sob relatorias diferentes e com circunstâncias próprias.

Estúdio de debates da Globo. Foto: reprodução

Decisões mudaram a lista de participantes do debate

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a inclusão do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), no debate. A decisão modificou a relação de convidados definida inicialmente pela emissora.

Na sequência, a ministra Estela Aranha vetou o uso de um púlpito vazio que faria referência à ausência de Lula. A Globo cancelou a estrutura depois da determinação judicial.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, decidiu depois pela inclusão de Renan Santos, do Missão, no debate. A medida acrescentou mais uma mudança à organização do evento às vésperas de sua realização.

Em nota, a Globo afirmou que as decisões tomadas pouco antes do debate “causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais”.

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