
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1°) que acompanha “muito de perto” as eleições brasileiras e classificou o pleito como “muito importante”.
Ao responder a jornalistas na Casa Branca, antes de embarcar, Trump elogiou o país e sua população, mas não declarou apoio a nenhum candidato. “O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, disse.
A posição difere da conduta adotada por Trump em eleições recentes na América Latina. Na disputa colombiana, ele manifestou apoio a Abelardo de la Espriella, atual presidente do país.
Na semana passada, congressistas dos Estados Unidos acusaram o governo Trump de tentar interferir nas eleições brasileiras em uma carta enviada ao secretário de Estado, Marco Rubio.
Trump avisou aos jornalistas: está de olho na eleição do Brasil, bem de perto. E deixou claro que o pleito brasileiro “é muito importante”.
Domingo o país vota. Washington já cravou o grau de atenção. pic.twitter.com/nj31kcMBjA
— Pri (@Pri_usabr1) October 1, 2026
Senadores cobram compromisso com o resultado brasileiro
Nesta semana, senadores americanos também escreveram a Rubio para pedir garantias de que Washington aceitará o resultado da eleição. Eles manifestaram “preocupação com ações do governo (dos EUA) que ameaçam nossa aliança estratégica com o Brasil”.
O documento afirma que autoridades americanas se envolveram em uma “campanha de interferência e desestabilização no Brasil” durante o segundo mandato de Trump. Entre os elementos apontados estão a nomeação de Darren Beattie, político de extrema direita e crítico do governo Lula, como assessor sênior para temas relacionados ao Brasil no Departamento de Estado.
Os senadores também citaram a aplicação de novas tarifas extras após uma investigação que, segundo relatos mencionados na carta, Trump teria determinado. Em agosto, o Departamento de Estado declarou que respeitará “qualquer governo” eleito em outubro no Brasil e negou planos para impedir uma reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O governo brasileiro passou a buscar apoio de países da Europa e da Ásia, monitorar lobbies estrangeiros no país e combater informações falsas sobre fraude eleitoral para reduzir o risco de interferência externa, segundo fontes ouvidas pelo jornal “The New York Times”.