
O presidente Lula chega fortalecido à reta final do primeiro turno, na avaliação de Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest. Em entrevista nesta terça-feira (29), ele afirmou que o presidente recuperou espaço nas últimas duas semanas, após um período de avanço de Flávio Bolsonaro. Com informações de Matheus Leitão, no Metrópoles.
Russo disse que os levantamentos mais recentes desenham um quadro semelhante ao da eleição de 2022: Lula à frente no primeiro turno e uma disputa apertada no segundo. “O eleitor que está voltando para Lula parece bastante animado neste ano”, afirmou.
O diretor da Quaest afirmou que a sequência de pesquisas permite observar movimentos que uma sondagem isolada não capta. “Cada pesquisa é um retrato, mas, quando fazemos tantas pesquisas, ela vira um filme”, disse, ao apontar a reversão da perda de espaço de Lula.
Na leitura de Russo, os eleitores indecisos tendem a decidir o voto nos últimos dias e acompanham o ambiente da campanha. Ele avaliou que esse momento está “um pouquinho melhor para Lula”, embora não tenha apontado uma definição antecipada do resultado.
➡️ Momento aproxima indecisos de Lula, analisa diretor de inteligência da Quaest pic.twitter.com/jCweXvjHSD
— Metrópoles (@Metropoles) September 29, 2026
Abstenção e debate ainda podem alterar a disputa
Russo citou o comparecimento às urnas como uma das principais incógnitas da reta final. A Quaest tem registrado crescimento da abstenção, e o diretor afirmou que esse fator pode influenciar o desempenho dos candidatos, especialmente entre os eleitores que demonstram menor definição de voto.
O debate previsto para esta semana e eventuais novas notícias também podem mudar o cenário, segundo o analista. “Com a pesquisa de ontem, estamos vendo essa recuperação e esse fortalecimento de Lula. Agora, para o resultado final, sempre temos que esperar o eleitor no domingo”, declarou.
Entre os grupos que voltam a se aproximar do padrão de 2022, Russo destacou mulheres, beneficiários do Bolsa Família e eleitores do Nordeste no caso de Lula. Para Flávio Bolsonaro, ele apontou maior presença entre votantes do Sul e do Sudeste, além de segmentos com renda e escolaridade mais elevadas.
Em Minas Gerais, o diretor disse que a divisão do eleitorado tende a reproduzir a disputa nacional: vantagem de Lula no primeiro turno e cenário equilibrado numa eventual etapa seguinte. Ele associou a vantagem da direita em regiões mais ricas, como o Sul de Minas e Belo Horizonte, e o apoio a Lula em áreas mais pobres, como o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha.