
O presidente Lula (PT) se manifestou neste domingo (27) sobre a proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O autor do projeto é ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”, disse Lula em entrevista à BandNews. O presidente mencionou o episódio conhecido como “chute na santa”, ocorrido em 1995, antes de defender a permanência do título religioso.
Uma das entrevistadoras afirmou que o caso seria fake news e Lula afirmou: “O dado concreto é que isso está na rede social muito forte”. O petista ainda disse que que “respeita a religião evangélica” e pediu para que as demais religiões também sejam respeitadas.
“Ela vai ser a padroeira do Brasil porque o povo brasileiro quer e tem fé. Eu só quero que todas as religiões respeitem as demais religiões. Eu respeito a religião evangélica, quero que ele respeite a religião católica. Quero que respeite a religião de matriz africana. Cada um professa sua fé como quiser, sem magoar os outros”, completou.
Pela primeira vez, presidente Lula fala, na Band, sobre a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida e confirma que, diferente de alguns adversários, enquanto for presidente, a Santa seguirá como padroeira do Brasil. pic.twitter.com/g8voijb745
— Bruno Guzzo® (@brunoguzzo) September 28, 2026
Flávio Bolsonaro nega proposta sobre a padroeira do Brasil
Flávio gravou um vídeo na última quinta (25) para rebater a mensagem que circulava nas redes. “Isso é uma grande mentira, não tem pé nem cabeça, não existe esse projeto”, disse.
Na sexta (26), o senador voltou a negar a alegação e afirmou que não existe “absolutamente nada de concreto, nem projeto”. Ele declarou que jamais apresentaria uma medida desse tipo.
O candidato também citou sua religião ao responder à desinformação. “Todos sabem que eu sou cristão, sou evangélico, mas que eu respeito todas as religiões”, afirmou.
O tema virou tema da disputa eleitoral e religiosa entre aliados dos dois lados. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a primeira-dama Janja também se manifestaram sobre o tema por meio das redes sociais.