
O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, apresentou uma notícia-crime à Polícia Federal em São Paulo contra a influenciadora Glenda Varotto, ex-integrante do grupo de extrema-direita Movimento Brasil Livre (MBL), após a divulgação de áudios nos quais ela fala sobre a morte dele. O caso tramita sob sigilo.
Nos arquivos obtidos pelo Metrópoles e atribuídos a Glenda, conhecida nas redes como Espectro Cinza, ela afirma: “Eu quero ver o cara morto”. Em outro trecho, diz que ficaria satisfeita “desde que ele esteja morto”, em referência a Renan. “Capaz de eu sair como heroína por que matei Adolf Hitler”.
A defesa do candidato pediu que a PF abra inquérito, faça perícia no material entregue e ouça os envolvidos. Renan afirmou que a Polícia Civil de São Paulo e a PF instauraram investigações para apurar o caso.
Renan disse ter tomado conhecimento de uma “rede criminosa” que atuaria desde 2024 para atribuir crimes a ele e a integrantes do MBL e da Missão. Ele também acusou Glenda de tentar prejudicar sua reputação, campanha e honra após uma aproximação pessoal sem sucesso.
“Eu só quero esse cara morto”, diz ex-MBL Glenda Varotto sobre presidenciável Renan Santos 14 pic.twitter.com/1LRBrWK6ig
— ENGEEK (@Luisengeek) September 18, 2026
Glenda nega plano e classifica gravações como desabafo
Glenda Varotto negou que tenha planejado ou pretendido matar Renan Santos. Ela declarou que os áudios registraram desabafos privados feitos a um amigo durante um período de conflito com o MBL e que as frases foram ditas “da boca para fora”.
“Se eu realmente tivesse um plano de atentar contra a vida de alguém, ou falasse seriamente qualquer uma das bobagens ditas ali, a última coisa que faria sentido fazer é sair falando isso por aí para me comprometer”, afirmou a influenciadora.
A ex-integrante disse que deixou o MBL em 23 de abril de 2026, após uma reunião que classificou como surpresa. Ela alegou ter sofrido pressão para assinar documentos relativos a sua saída e acusou dirigentes e apoiadores do movimento de promover ataques públicos contra ela depois do rompimento.
“Capaz de eu sair como a heroína que matei Adolf Hitler”, diz ex-MBL Glenda Varotto sobre morte de Renan Santos 14 pic.twitter.com/85QN9hFsV8
— ENGEEK (@Luisengeek) September 18, 2026
Os áudios também trazem falas atribuídas a Glenda sobre estratégias para constranger Renan Santos e sobre contatos com outros ex-integrantes do MBL que se tornaram críticos do grupo. O material inclui menções a Ben Pontes, Gabriel Costenaro, Matheus Faustino e ao youtuber Nando Moura.