Nunes Marques nega busca e apreensão contra ACM Neto em ação da PF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kássio Nunes Marques negou um pedido da Polícia Federal (PF) para realização de busca e apreensão, no âmbito da operação Overclean, nos endereços do candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União).

Para justificar o pedido, a PF identificou contatos frequentes do ex-prefeito de Salvador com o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, um dos principais alvos da operação realizada nesta quinta-feira (17).

O pedido da PF teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Apesar disso, Nunes Marques negou a solicitação. O ministro foi indicado à corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, sendo que ACM é um aliado dos bolsonaristas.

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Os investigadores dizem que mensagens, registros telefônicos e outras diligências indicariam que o ex-prefeito era citado em tratativas relacionadas a indicações para cargos públicos e à atuação de pessoas investigadas no esquema.

Também foi relacionado ao ministro fases anteriores da investigação que reforçariam a necessidade de aprofundar as apurações sobre o ex-prefeito.

A corporação apura desvios de mais de R$ 80 milhões em contratos com a Secretaria de Educação de Belo Horizonte (MG).

A PF fez busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Paraná, Espírito Santo e Bahia.

Além do Rei do Lixo e o seu sócio, Alex Parente, foi alvo da operação o ex-secretário municipal de Belo Horizonte Bruno Barral.

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