Ronaldo Leite, presidente em exercício da CTB, critica a ingerência estadunidense e defende a mobilização em defesa da soberania brasileira.
A CTB rechaça vigorosamente as ameaças de novas sanções dos Estados Unidos contra ministros do Superior Tribunal do Trabalho e a crítica insidiosa e oportunista ao Brasil pelo insucesso no combate ao crime organizado. Esses fatos configuram um inaceitável ataque à independência do nosso Poder Judiciário e, por extensão, à soberania nacional, além de ingerência ilegítima em nossos problemas domésticos.
Constituem, ao mesmo tempo, uma interferência mal disfarçada na campanha eleitoral, pois o principal objetivo de seus promotores é favorecer um pau-mandado de Washington na corrida presidencial, o candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro.
A Casa Branca, hoje dominada pela extrema direita, explora problemas reais e sentidos pelo povo brasileiro, relacionados à segurança e à violência, bem como o momento de crise institucional criada artificialmente pelo bolsonarista Mendonça, para ludibriar a opinião pública, eludir o eleitorado e encobrir os laços e interesses reais que orientam seus atos.
O momento em que os imperialistas estadunidenses decidiram intensificar sua ofensiva contra o Brasil, tendo por alvo principal o governo Lula, não é gratuito. Foi cuidadosamente escolhido com o propósito de beneficiar o senador vende-pátria e fortalecer a cortina de fumaça que encobre sua escandalosa relação com o banqueiro presidiário Daniel Vorcaro.
As relações promíscuas entre os membros do clã Bolsonaro com o governo Trump são amplamente conhecidas. Eduardo Bolsonaro é um foragido da Justiça brasileira, acoitado e subsidiado pela extrema direita estadunidense. Recentemente, ele anunciou o pedido de novas sanções dos Estados Unidos contra ministros do Supremo Tribunal Federal.
Já Flávio Bolsonaro prometeu entregar aos Estados Unidos a exploração das nossas terras raras e minerais críticos, acompanhada de uma reviravolta na política externa para um realinhamento subalterno e incondicional à estratégia imperialista de Washington contra a China.
É fundamental que o povo brasileiro não se deixe iludir pelo canto de sereia da extrema direita, cuja arma é a mentira e a desfaçatez, disparada massivamente pelas redes sociais com o apoio das big techs. Tudo o que os EUA querem, a exemplo do que fizeram na Venezuela, é se apropriar das riquezas nacionais que pertencem ao nosso povo e devem ser exclusivamente por ele apropriadas e usufruídas.
A questão central que estará em jogo nas eleições gerais de outubro é a soberania nacional, cuja defesa passa, em primeiro lugar, pela reeleição de Lula e pela derrota da extrema direita. Não devemos poupar energia para conscientizar a população, conquistar votos e alcançar este objetivo.