Em entrevista ao Jornal da Record nesta terça-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que numa eventual reeleição o seu futuro governo fará investimento na educação para elevar o padrão internacional do país
“Só tenho uma causa: melhorar a vida do povo brasileiro”, disse Lula aos apresentadores Mariana Godoy e Eduardo Ribeiro.
“Nós vamos nos próximos dez anos fazer um forte investimento em educação para que a gente coloque este país num padrão internacional de altíssima qualidade não devendo nada a nenhum outro país do mundo”, afirma.
Lula pediu ao povo brasileiro que não perca as esperanças, pois o futuro vai acontecer no Brasil.
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“Não podemos continuar sendo um país exportador de soja, milho e minério de ferro. Nós queremos ser exportadores de inteligência e conhecimento”, disse o presidente, para quem será fundamental o investimento em escola de tempo integral.
“Por isso, tenho muito orgulho de ser o torneiro mecânico sem diploma universitário que vai passar para a história como o presidente que mais colocou jovens nas universidades. A elite não fez porque os filhos deles podem estudar no exterior”, critica.
STF
Questionado sobre o julgamento iniciado no Supremo Tribunal Federal (STF), Lula disse que o presidente da corte, Edson Fachin, está com a “faca e o queijo” na mão para julgar os ministros que cometeram erros na relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
“Não há como o povo brasileiro ficar vendo um STF perder credibilidade, a instância máxima do judiciário precisa dar exemplo. Abra-se o sigilo de todo mundo. Aquilo que o Mendonça [Andre, ministro do STF] guardava como segredo de Estado e soltava só o que importava pra ele, agora pode ser aberto para toda sociedade”, disse.
Ao lembrar que foi o primeiro presidente a fazer a reforma do judiciário, Lula defendeu outra mudança. “Tem de haver uma reforma profunda no poder judiciário com tempo de mandato [para magistrado] e critério de escolha. E tem de ter uma coisa clara: quem for ministro do judiciário não pode querer ficar rico”, defende.
Confira a entrevista: