Pavanato assume estratégia de confronto nas redes e ataca propostas para regulá-las

Lucas Pavanato conversa com pessoa durante campanha em São Paulo
Lucas Pavanato conversa com uma pessoa durante campanha em São Paulo. Foto: Reprodução

O vereador Lucas Pavanato (PL-SP), candidato a deputado federal, afirmou que vídeos de confronto com figuras de esquerda conseguem mais alcance nas redes sociais do que a divulgação de projetos e entregas de mandato. “Eu não tenho como forçar uma entrega de emenda a viralizar tanto quanto eu debatendo com uma figura de esquerda”, disse em entrevista à Folha.

No podcast “A Máquina”, o bolsonarista disse ter 5,1 milhões de seguidores no Instagram e afirmou que aparece em rankings como o terceiro político de maior engajamento na internet, atrás do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e da candidata ao Senado Michelle Bolsonaro. Ele foi o vereador mais votado de São Paulo em 2024.

O político disse que alterna humor, comentários políticos, debates, entrevistas de rua e experimentos sociais para evitar que seu perfil se torne monótono. Segundo ele, o Instagram concentra sua estratégia, enquanto o YouTube exige formatos longos que ele ainda não adota com frequência.

“Ainda não consegui encontrar um modelo de vídeos mais recorrentes de opinião longos no YouTube”, explicou.

Lucas Pavanato com a bandeira de Israel na USP. Foto: reprodução

Pavanato defende confrontos e critica regulação das redes

Pavanato atribuiu parte de sua projeção aos vídeos feitos em universidades, nos quais confronta e filma estudantes que considera de esquerda. Ele afirmou que usa esse conteúdo para denunciar o que chama de hegemonia de pensamento nesses ambientes e negou agir com hostilidade nas abordagens.

“O confronto é importante, principalmente no ambiente universitário, para expor a hegemonia de pensamento que existe nesses ambientes. Recentemente, um jovem de esquerda foi confundido com um neofascista e espancado pelos alunos na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Esse radicalismo permeia as faculdades. Então, acho que é uma denúncia importante que eu faço”, alegou.

Ao comentar a disputa eleitoral, o vereador disse que candidatos ao Legislativo precisam falar principalmente com seu nicho, enquanto concorrentes ao Executivo precisam ampliar a base. “O Flávio (Bolsonaro) tenta ter um discurso ameno, porque, para você ganhar o Executivo, precisa de 50 mais um. Para eu ganhar uma eleição legislativa, preciso falar com o meu nicho, não preciso furar a bolha”.

O candidato também rejeitou a tese de que plataformas digitais privilegiam conteúdos de direita. Para ele, políticos que não obtêm bom desempenho nas redes usam o algoritmo como desculpa, embora tenha dito que seus vídeos sofrem limitações, sobretudo no TikTok, quando tratam de temas que divergem de posições da esquerda.

Pavanato criticou propostas de regulação que permitam ao poder público decidir sobre conteúdos, mas defendeu medidas como exigir CPF para perfis, restringir material sexualmente explícito para menores e criar mecanismos de recurso contra limitações de publicações ou contas. Ele afirmou não confiar no governo federal para criar regras desse tipo.

O vereador também atacou o ECA Digital e disse que leis aprovadas rapidamente podem produzir efeitos adversos. Ao falar de referências políticas e de comunicação, citou o jornalista Carlos Lacerda e o ativista americano Charlie Kirk; Pavanato afirmou que recebeu ameaças contra ele e sua família após a morte de Kirk.

Artigo Anterior

Vamos pra cima! É hora de mobilização para derrotar a extrema direita!

Próximo Artigo

Bolsonarista TH Joias guardava 200 kg de drogas e controlava vendas, diz MPF

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!