PANTOMIMAS MAL DISSIMULADAS
Guerra Híbrida Instrumentaliza Crise Institucional para Manipular Eleições no Brasil
por Mario Ramos — MAAR
“Vai, Valente Arjuna, e fazei saber:
Luta sem, jamais, vir a perecer,
Quem, sinceramente, dedica, a mim,
Fé e Devoção, Lealdade, enfim”
Bhagavad Gita: IX, 31
(em tradução livre)
O Brasil tem sido vítima de agressões incessantes, perpetradas por forças abomináveis, internas e externas, que visam destruir a estabilidade democrática, inviabilizar a justiça social, extinguir a soberania nacional e usurpar direitos da população brasileira, com o abjeto objetivo de privilegiar interesses espúrios de elites usurpadoras e fascistóides.
A crise institucional, caracterizada, neste momento, pelas deletérias iniciativas voltadas para desestabilizar o STF, e outras instituições do estado democrático de direito, está inserida no amplo contexto da guerra híbrida, promovida pelo imperialismo predatório.
Diante de tal realidade adversa, urge expandir a conscientização de diversos segmentos da sociedade brasileira, e mobilizar instituições democráticas representativas, tendo em vista que a coerência, a agilidade e a resiliência são fatores indispensáveis para defender a democracia e barrar as estratégias de desestabilização que ameaçam o país.
Neste sentido, é importante recordar sempre que a permanente construção do caos é o modus operandi habitual da guerra híbrida, patrocinada pelo imperialismo predatório com o objetivo de manter e expandir a dominação de espectro total, no mundo inteiro.
E a atual escalada dos conflitos que prejudicam a atuação da justiça brasileira na regular investigação e coibição de práticas relacionadas com crimes financeiros, cometidos por organizações ilegais, favorecidas por esquemas políticos indecorosos e indefensáveis, catalisa os fatores impulsionados através de inúmeros mecanismos de desinformação, manipulação, cooptação, coação e coerção, que incluem ingerências internacionais, law fare, sanções comerciais, pressões diplomáticas [sic] e traiçoeiras distorções midiáticas.
A esta altura, resulta indispensável perceber que a defesa da democracia brasileira exige inequívoca rejeição, e vedação, de tortuosas iniciativas ilegais cometidas pelo ministro terrivelmente bolsonarista ,que viola princípio elementar do devido processo ao invadir a seara de competência exclusiva da procuradoria geral da republica e da polícia federal, em flagrante e acintoso desrespeito às prerrogativas do plenário da Suprema Corte.
Pertence à categoria das obviedades evidentes a percepção de que o mui digníssimo dr. ministro André Mendonça não ignora o fato das suas ordens referentes à investigação de alardeadas informações relativas ao ministro Alexandre de Morais serem a rigor eivadas de absoluta nulidade, visto que acarretam caracterização de delitos tipificados no código penal, além de configurarem desvios de finalidade e crimes de responsabilidade.
Neste ponto, é dever destacar que o pseudo jornalismo de aluguel presta um desserviço à nação brasileira, e ao mundo civilizado, quando se “esquece” de reconhecer que as vis insinuações caluniosas relativas a ilações criadas a partir da informação de que o multi denunciado dono do Master dirigiu mensagens ao celular do excelentíssimo ministro Alexandre, padecem da omissão dos dados de realidade referentes à inexistência de indícios, nem muito menos de provas, de que as tais mensagens tivessem sido sequer respondidas, nem tampouco de que tenha existido qualquer favorecimento do ministro ao mencionado réu, contra o qual pesam comprovadas acusações de crimes graves.
Do mesmo modo, o pseudo jornalismo “esquece” de lembrar que ilações caluniosas no que tange ao elevado valor do contrato de prestação de serviços firmado pelo referido banco com o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre omitem a ciência de que a remuneração de trabalho intelectual de alta responsabilidade é fixada de acordo com o montante correspondente ao valor econômico das questões abordadas. Tanto na contratação dos serviços de advocacia, quanto nos serviços referentes a campanhas publicitárias, aos estudos econômicos e à formulação de projetos de investimento, por exemplo, a remuneração costuma ser proporcional ao montante das questões tratadas.
Além disso, não apenas o deplorável pseudo jornalismo, mas também alguns veículos da mídia independente, parecem esquecer que o contrato supra referenciado teve início antes da divulgação dos escândalos políticos e financeiros protagonizados pelo Master, tendo sido a contratação formalizada em janeiro de 2024, ao passo que o conhecimento público das irregularidades da instituição financeira surgiu em julho de 2025.
Ademais, importa registrar que o mencionado escritório de advocacia asseverou ter sido o referido contrato encerrado definitivamente em novembro/2025, após a confirmação das ilicitudes determinantes da liquidação do Master, realizada pelo Banco Central.
Portanto, é uma farsa toda a arenga relativa a insinuações de que existiria irregularidade ou má-fé do ministro Alexandre no que diz respeito às caluniosas acusações de relação indevida com o responsável pelos reconhecidos delitos praticados no banco Master.
Por outro lado, faz-se mister frisar, com máxima ênfase, que defender o STF contra as iniciativas nebulosas que tentam desestabilizar as instituições brasileiras é essencial para a preservação do democracia no Brasil, ameaçada por inescrupulosos interesses escusos.
Nessa toada, cabe ressaltar que a defesa da Suprema Corte requer a restauração plena da legalidade, mediante resgate da efetiva vigência das prerrogativas constitucionais e do devido processo legal. E tal restauração não pode prescindir da proteção à democracia, que, na atual conjuntura, depende da garantia da reeleição do Presidente Lula, pois a sua candidatura presidencial é a única alternativa capaz de impedir a ascensão do hediondo autoritarismo dos traidores da pátria, estribados na extrema direita fascistóide.
Indo adiante, resulta agora imprescindível e inadiável somarmos esforços para respaldar as corretas posturas mantidas pelo excelentíssimo ministro Flávio Dino, que adota posicionamento exemplar em solidariedade à excelentíssima ministra Carmem Lúcia e ao excelentíssimo ministro Alexandre de Morais, ao fazer lembrar, a todas e todos, a importância crucial do notável papel desempenhado pelo STF na defesa do estado democrático de direito no Brasil, em face das deploráveis agressões golpistas praticadas pela extrema direita fascistóide, a serviço de insidiosas elites usurpadoras e do execrável imperialismo predatório, que promove terríveis guerras de agressão, destrói o equilíbrio sócio ambiental e patrocina crimes hediondos contra a humanidade, em todo o mundo.
Urge também prestigiar o jornalismo de qualidade realizado por veículos tradicionais, a exemplo do trabalho sério e imparcial desenvolvido pela jornalista Daniela Lima no site UOL NEWS, que não tem seu primor obliterado por observações enviesadas, expelidas por pretensos experts, provavelmente referendados por patrocinadores influentes. Assim como urge louvar o excelente jornalismo praticado por toda a equipe do Jornal GGN.
E cabe mencionar a qualidade e isenção do jornalismo praticado por outros profissionais da mídia independente. Bem como cabe difundir a importância de amplificar o apoio ao desenvolvimento de veículos alternativos, que tenham real disposição e capacidade para realizar a urgente tarefa de promover a ampla conscientização coletiva acerca da vital necessidade de defender a democracia brasileira através reeleição do presidente Lula e da eleição de candidatos a outros cargos que tenham compromisso com a justiça social.
O tempo acelera nas conjunturas de crise sistêmica, a velocidade das iniciativas é fator decisivo tanto nas operações psicológicas (psi ops) de desestabilização política, cultural e econômica, condicionadas pelo ultra imperialismo fascistóide, quanto para a defesa da estabilidade democrática, essencial para preservar a justiça social e o estado de direito.
O momento histórico presente exige coerência, agilidade e resiliência para promover a mobilização da cidadania, dos formadores de opinião e de instituições representativas da sociedade brasileira, com vistas a zelar pelo futuro da Democracia, hoje tão ameaçada.
Brasil, 08 de setembro de 2026.
Mario Ramos – MAAR.
Economista.
REFERÊNCIAS
01. A Estratégia Oculta dos EUA para Usar o STF e Encurralar o Brasil. Rey Aragon. https://www.codigoaberto.net/
02. André Mendonça pisoteia a Constituição. Luís Nassif. https://jornalggn.com.br/
constituicao-por-luis-nassif/
03. André Mendonça tenta apagar os rastros da ligação com o Master. Luís Nassif.. https://jornalggn.com.br/
04. Coaf aponta repasses suspeitos de R 27 milhões do Master ao Metrópoles. Ana Gabriela Sales. https://jornalggn.com.br/
05. Como Washington opera a crise do STF para intervir no Brasil. Reynaldo Aragon e Luciana Bauer. https://www.codigoaberto.net/
06. Contrato da esposa de Moraes com Banco Master não indica irregularidade aponta PGR. Camila Bezerra. https://jornalggn.com.br/
07. Crise no STF vira combustível eleitoral para atos de 7 de Setembro. Jornal GGN. https://jornalggn.com.br/
08. Da guerra cibernética à diplomacia O Brasil como laboratório do poder digital. Rey Aragon. https://www.codigoaberto.net/
09. Escritório de Viviane Barci esposa de Moraes detalha consultoria prestada ao Banco Master. Jornal GGN. https://jornalggn.com.br/
10. 2026. O Brasil não escolherá um nome. Escolherá um projeto de nação. Ludimila Cindra. https://www.codigoaberto.net/
11. Lulinha: Anatomia de uma operação psicológica eleitoral. Rey Aragon. https://www.codigoaberto.net/
12. Master é a Ponta do Iceberg. Luís Nassif. https://jornalggn.com.br/
13. Os crimes de André Mendonça e dos traficantes de notícias da PF. Luís Nassif. https://jornalggn.com.br/
14. Se Lula cair o Brasil cai. Rey Aragon. https://www.codigoaberto.net/
15. Washington arma a tempestade perfeita contra o Brasil. Rey Aragon. https://jornalggn.com.br/
16. Xadrez de Mendonça 1: Os negócios do ITER com Cláudio Castro. Luís Nassif. https://jornalggn.com.br/
17. Xadrez de Mendonça 2 Os negócios do ITER com o Conselho Federal de Contabilidade. Luís Nassif. https://jornalggn.com.br/
18. Xadrez de Mendonça 3 O contrato com a Cioeste. Luís Nassif. https://jornalggn.com.br/lava-
19. Xadrez de Mendonça 4 O contrato do ITER com o Tribunal de Justiça do Amazonas. Luís Nassif. https://jornalggn.com.br/lava-
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