VÍDEO – “É um direito”: esposa de Lito Sousa explica acesso a medicamento experimental

Mila Seidl fala em vídeo sobre o procedimento para importar medicamento experimental para Lito Sousa
Mila Seidl, esposa do influenciador e piloto Lito Sousa. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Mila Seidl, esposa do influenciador Lito Sousa, negou que a autorização para importar um medicamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob tenha sido um privilégio. Ela afirmou que a família seguiu o procedimento de uso compassivo e pretende compartilhar o caminho com pessoas que enfrentam doenças raras sem alternativas de tratamento.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na sexta-feira (4) a importação do ALN-6457, substância experimental produzida pela Regeneron Pharmaceuticals. O medicamento não tem registro comercial nem representante legal no Brasil e permanece em estágio pré-clínico para doenças priônicas, sem estudos formalmente iniciados em seres humanos.

“Isso não é uma regalia nossa. É um direito de qualquer pessoa que está numa situação semelhante. A dificuldade é que essas informações não são claras”, disse Mila em vídeos publicados nas redes sociais.

O Einstein Hospital Israelita, onde Lito recebeu atendimento, formalizou o pedido de importação depois que a farmacêutica aceitou o influenciador em um programa de uso compassivo. Esse mecanismo permite o acesso excepcional a produtos ainda experimentais para pacientes com doenças graves e sem opção terapêutica disponível.

Família reuniu documentos e buscou a farmacêutica

Mila afirmou que ela e os médicos responsáveis pelo acompanhamento de Lito reuniram exames, documentos científicos e informações fornecidas pela empresa para fundamentar a solicitação. “A gente apresentou bastante documentação, estava bem robusto. Eu me preparei bastante”, declarou.

Antes de recorrer ao uso compassivo, a família tentou incluir Lito em um estudo experimental. Segundo Mila, a empresa recusou a participação porque não havia mais vagas, e não por falta de requisitos clínicos. “A gente participou dos estudos e foi negado. Não porque ele não preenchia os requisitos, mas porque estava tudo fechado”, afirmou.

A esposa do influenciador também rebateu alegações de que ministros, empresários ou a própria Anvisa teriam atuado para garantir o medicamento. Ela disse que a família encontrou outra farmacêutica, participou de uma reunião para apresentar o caso e conduziu os contatos com apoio dos médicos. “Quem conseguiu a medicação fomos eu e o Lito”, disse.

Segundo Mila, a tramitação envolveu a farmacêutica, o hospital, a Anvisa, o Ministério da Saúde e a agência reguladora dos Estados Unidos, a FDA. Ela declarou que não houve uso de recursos públicos nem financiamento de terceiros e estimou que o produto poderia chegar ao Brasil entre sete e nove dias após a autorização.

A Anvisa considerou a evolução rápida e irreversível da doença, a falta de tratamentos disponíveis e a ausência de representante do produto no país. Ainda não há informação sobre a forma de administração do ALN-6457 ou sobre a data de início do tratamento.

Lito, de 59 anos, deixou o Einstein na terça-feira (1º), após mais de 20 dias de internação, e passou a receber cuidados paliativos em casa com enfermeiros e equipe multidisciplinar. O Ministério da Saúde registrou 547 casos de doença de Creutzfeldt-Jakob no Brasil entre 2005 e 2021; a literatura reunida pela pasta aponta que cerca de 90% dos pacientes morrem entre seis meses e um ano após o surgimento dos sintomas.

Artigo Anterior

“Moro tem convicção de que eu não fiz nada de errado”, diz Flávio sobre rachadinhas

Próximo Artigo

Juiz de Fora na agenda de Flávio Bolsonaro

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!