A solidariedade ao supremacista preso. Por Moisés Mendes

Flávio Bolsonaro fala com a imprensa após visitar Filipe Martins, preso em Ponta Grossa (PR). Foto: Reprodução/CNN

A extrema direita tem certeza de que terá o voto também da velha direita e por isso não se incomoda com julgamentos. Essa chamada está na capa do Globo:

“Flávio Bolsonaro interrompe campanha para visitar Filipe Martins em cadeia pública no Paraná”

Martins é ex-assessor do seu pai e foi condenado por fazer um gesto nazista, usando os dedos, em visita ao Senado em 2021. O jornalista Leonardo Attuch, do 247, chegou a sofrer condenação, em ação por dano moral, em primeira instância, por ter chamado o sujeito de nazistinha.

Mas recorreu e foi absolvido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Porque não disse inverdade. Nazistas gostam de se exibir publicamente como nazistas para seus cúmplices, mas não gostam de serem chamados de nazistas.

Esse é o sujeito que foi visitado durante uma hora e meia por Flávio Bolsonaro neste sábado. Ele cumpre pena de 21 anos de cadeia não pelo gesto supremacista, mas como golpista (a outra condenação foi trocada por serviços comunitários). O filho ungido tem certeza de que a visita lhe garante votos.

Se qualquer candidato do fascismo decidisse homenagear Hitler em praça pública, não aconteceria nada de negativo entre seu eleitorado, que tem muitos descendentes de vítimas do nazismo.

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