
A Quaest vai entrevistar presencialmente 2.004 brasileiros entre 3 e 6 de setembro para medir as intenções de voto à Presidência da República. O resultado está previsto para 7 de setembro e pode indicar se a distância entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continuará diminuindo.
O levantamento será o 11º estudo presidencial da Quaest em 2026 e o terceiro da série eleitoral encomendada pelo Grupo Globo. A pesquisa inclui perguntas sobre a escolha do eleitor, rejeição dos nomes apresentados e possíveis mudanças de voto caso o candidato preferido deixe a disputa.
O questionário começa sem apresentar uma relação de concorrentes. Aos entrevistados que responderem já ter escolhido um nome, os pesquisadores perguntarão quem é o candidato, em uma etapa de resposta espontânea.
Depois, a Quaest exibirá uma lista em ordem alfabética com 13 nomes e perguntará quais deles o eleitor conhece e em qual não votaria de jeito nenhum. Augusto Cury constará como “Escritor Augusto Cury”, nome com o qual se registrou no Tribunal Superior Eleitoral.
Pesquisa mede rejeição e confrontos de segundo turno
A lista inclui Augusto Cury, Clariana Barão, Edmilson Costa, Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Lula, Pablo Marçal, Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Wilson Grassi. Após essa etapa, o entrevistado apontará em qual deles votaria.
O instituto também perguntará se a escolha é definitiva e se o eleitor migraria para outro candidato na hipótese de desistência de seu preferido. As questões permitem medir o potencial de transferência de votos entre os pré-candidatos.
O levantamento prevê ainda confrontos de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema. A pesquisa abordará também a avaliação do governo Lula, a percepção sobre a economia e os problemas considerados mais graves no país.
Na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto, Lula liderava o primeiro turno com 38% das intenções de voto, contra 31% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, o presidente registrava 43%, ante 40% do senador.