
Gleisi Hoffmann (PT-PR), candidata ao Senado pelo Paraná, afirmou nesta terça-feira (1º) que não vê problema na abertura de um processo de impeachment contra ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), desde que exista crime que justifique a medida.
“Eu não vejo problema nenhum em fazer o impeachment e o julgamento de ministro do Supremo. Até porque isso é função do Senado”, disse Gleisi em entrevista ao telejornal “Meio-Dia Paraná”, da RPC, afiliada da TV Globo.
A candidata lembrou que o regimento interno do Senado atribui à Casa a responsabilidade de processar e julgar ministros do STF e de outros tribunais superiores, além do presidente da República.
Gleisi afirmou que, se eleita, analisaria eventual processo sem tratar o afastamento de integrantes da Corte como tabu. “Então, tendo um processo instaurado, eu tenho clareza e tranquilidade para sentar, discutir e julgar. Para mim, isso não é nenhum problema, nenhum tabu. Se tiver crime, tem que ter”, declarou.

Mensagens entre Moraes e Vorcaro reativam pressão
A manifestação ocorreu no mesmo dia em que candidatos e parlamentares de oposição voltaram a defender o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
A nova pressão surgiu após o Estadão revelar mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do Banco Master.
Gleisi concorre a uma das duas vagas do Paraná no Senado nas eleições de 2026. A disputa inclui Alexandre Curi, do Republicanos, e Filipe Barros, do PL.
Pesquisa Quaest divulgada em 24 de agosto colocou Alexandre Curi na liderança, com 15% da soma das intenções de voto para as duas vagas. Gleisi apareceu em segundo lugar, com 11%, seguida por Filipe Barros, com 9%.