
Apenas 12 dos 54 ministros que integraram o governo de Jair Bolsonaro, sem contar os interinos, disputarão as eleições de outubro. O grupo representa 22% do total de titulares que passaram pela Esplanada durante a gestão do ex-presidente. Com informações de Lauro Jardim, para O Globo.
Entre os candidatos, dois concorrerão a governos estaduais, quatro buscarão vagas no Senado e seis disputarão cadeiras na Câmara dos Deputados. Metade tentará renovar os mandatos que já exerce.
O senador Sergio Moro concorrerá ao governo do Paraná. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas buscará a reeleição para permanecer no Palácio dos Bandeirantes.
Na disputa pelo Senado estarão Ciro Nogueira, candidato à reeleição pelo Piauí; João Roma, pela Bahia; Marcelo Queiroga, pela Paraíba; e Ricardo Salles, por São Paulo. Salles ocupa atualmente uma cadeira de deputado federal.

Candidatos à Câmara e ex-ministros fora da disputa
Os seis nomes que concorrerão à Câmara são Cristiane Britto, pelo Distrito Federal; Eduardo Pazuello, pelo Rio de Janeiro; Gilson Machado, por Pernambuco; Marcelo Álvaro Antônio, por Minas Gerais; Onyx Lorenzoni e Osmar Terra, ambos pelo Rio Grande do Sul.
Ciro Nogueira, Eduardo Pazuello, Marcelo Álvaro Antônio, Osmar Terra e Tarcísio de Freitas tentarão renovar os mandatos atuais. O sexto candidato à reeleição é o deputado Ricardo Salles, mas ele disputará outro cargo, com uma candidatura ao Senado.
Outros quatro ex-ministros de Bolsonaro já ocupam cadeiras no Senado e estão na metade de seus mandatos: Damares Alves, Marcos Pontes, Rogério Marinho e Tereza Cristina. Por isso, eles não precisarão disputar as eleições de outubro para permanecer no Congresso.
Quatro ex-integrantes do governo Bolsonaro estão presos por participação na trama golpista, assim como o ex-presidente. Os nomes desses antigos ministros não integram a relação dos 12 candidatos.