
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu neste sábado (22) uma nova reforma da Previdência e detalhou uma proposta para fazer o tempo necessário de contribuição acompanhar o aumento da expectativa de vida dos brasileiros. Segundo ele, as mudanças poderiam atingir principalmente trabalhadores que estão entrando agora no mercado.
“Talvez vamos ter de aumentar o tempo de contribuição de quem está chegando no mercado de trabalho”, afirmou Zema durante agenda em São Paulo. O candidato disse que direitos já adquiridos seriam preservados, mas não detalhou quais faixas etárias seriam atingidas nem quanto tempo adicional poderia ser exigido.
Zema também defendeu a criação de um mecanismo permanente para ajustar as regras previdenciárias à longevidade da população. Pela lógica apresentada pelo candidato, à medida que a expectativa de vida aumentar, o período de contribuição também subiria, evitando a necessidade de novas reformas periódicas.
Romeu Zema defende AUMENTAR a idade mínima da previdência, alegando que o Brasil vêm só aumentando a expectativa de vida. pic.twitter.com/Y24dVdJXcU
— deok (@lauricadeok) August 22, 2026
O candidato justificou a proposta pela situação fiscal da Previdência. Segundo ele, os déficits previdenciários contribuem para juros altos e inflação e precisam ser reduzidos para equilibrar as contas públicas. Zema já vinha defendendo durante a campanha uma nova mudança nas regras de aposentadoria, mas agora deu contornos mais claros à ideia de fazer as exigências crescerem ao longo do tempo.
A declaração ocorreu após uma roda de conversa com aposentados afetados por descontos indevidos em benefícios do INSS. Zema prometeu, caso seja eleito, realizar auditorias e modernizar os sistemas públicos para combater irregularidades e defendeu ampliar a formalização dos trabalhadores como forma de aumentar a arrecadação previdenciária.
A agenda trabalhista do candidato inclui ainda um modelo de contrato baseado nas horas efetivamente trabalhadas. A proposta se soma à defesa de reformas administrativa e previdenciária e à redução do tamanho do Estado, que Zema apresenta como pilares econômicos de sua campanha presidencial.