
Eduardo Bolsonaro tem dito a interlocutores que pretende comandar o Itamaraty caso o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vença a eleição presidencial. A articulação coloca o ex-deputado federal como nome cotado para a área de relações exteriores em um eventual governo do senador.
A intenção atribuída a Eduardo Bolsonaro se refere diretamente ao Ministério das Relações Exteriores, responsável pela condução da política externa brasileira e pelas relações diplomáticas do país.
A possibilidade depende de uma vitória de Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto. O senador é pré-candidato à Presidência da República.
A informação foi publicada neste domingo (13) pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo. Eduardo não apresentou publicamente uma lista de prioridades para um eventual posto no governo do irmão.
🚨AGORA – Cláudio Dantas diz que o Eduardo vai ser chanceler de Flávio caso ele seja eleito
“Uma fonte me disse que o Itamaraty e os diplomatas estão apavorados com Eduardo Bolsonaro ser chanceler do Flávio” pic.twitter.com/9BKfuSlGBP
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) September 11, 2026
Flávio já havia citado o irmão como referência para o ministério
Em fevereiro, Flávio Bolsonaro afirmou que ainda não discutia a formação de um possível ministério, mas mencionou Eduardo ao ser questionado sobre a chance de ele assumir o Itamaraty. “Não estou pensando em ministro ainda, é uma das referências que tenho”, disse na ocasião.
Na mesma entrevista, Flávio relatou ter conversado com o irmão sobre os efeitos de uma candidatura majoritária ou de uma função no Executivo. Eduardo vive nos Estados Unidos, conforme declarou o senador naquele período.
Flávio também afirmou que Eduardo teria “peso gigante” na eleição em São Paulo e disse que ele estava elegível para disputar um cargo em 2026. “É óbvio que ele quer”, declarou o pré-candidato ao comentar a participação eleitoral do irmão.
O senador afirmou ainda que pretende anunciar antes da eleição o nome para comandar a área econômica de um eventual governo, como sinalização de sua agenda. Sobre Michelle Bolsonaro, disse que a ex-primeira-dama estará “sempre alinhada” ao que Jair Bolsonaro decidir.