PF investiga irmão de ex-governador de MT por fraude em compra de armas

O ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa. Foto: Reprodução

A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o empresário Antônio da Cunha Barbosa Filho, conhecido como Toninho Barbosa, nesta quinta (20), em Cuiabá. Irmão do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa, ele é investigado por suspeita de usar documentação fraudulenta para obter registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e comprar armas de fogo.

A Operação Guardiões de Fogo chegou a uma residência do empresário em um condomínio de luxo na capital mato-grossense. Os policiais apreenderam um revólver calibre .36, 46 munições e documentos, que passarão por análise.

A PF abriu a apuração após identificar indícios de que o empresário teria apresentado documentos irregulares para conseguir o registro de CAC. Os investigadores apuram se o procedimento buscou contornar as exigências para aquisição e manutenção de armas.

Os policiais também investigam a atuação de um despachante que teria providenciado os documentos necessários para a compra de armas. Em uma das certidões apresentadas, a PF identificou inconsistências e quer esclarecer como o documento entrou no processo de registro.

Antônio da Cunha Barbosa Filho, conhecido como Toninho Barbosa. Foto: Reprodução

Defesa atribui certidão a erro de despachante

A defesa de Toninho Barbosa afirmou que soube do mandado na manhã desta quinta-feira (20) e acompanhou a busca. Os advogados sustentam que a investigação trata de uma certidão apresentada “de forma equivocada” por um despachante em 2021.

Segundo a defesa, havia outras armas na residência, mas a PF recolheu apenas um revólver por causa da questão envolvendo a certidão. A corporação não divulgou se identificou outros documentos sob suspeita durante a operação.

Toninho Barbosa já apareceu em outras investigações policiais. Em 2017, ele teve de devolver R$ 3,4 milhões ao Estado de Mato Grosso e ofereceu imóveis e uma propriedade rural, avaliados em aproximadamente esse valor, como indenização.

A investigação atual não trata desse caso anterior e se concentra na suspeita de fraude documental para o registro de CAC e na posse de armas. A Polícia Federal seguirá com a análise do material apreendido para apurar eventuais responsabilidades.

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