
O ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, prepara um novo pedido de liberdade ou de transferência para prisão domiciliar no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto aguarda a definição sobre o futuro das investigações que envolvem o banco. Preso preventivamente há mais de seis meses, ele manifesta revolta e indignação com a detenção a pessoas que conversaram com ele recentemente.
A defesa pretende sustentar que não há contemporaneidade para manter a prisão preventiva, que os bens de Vorcaro já estão bloqueados e que não subsistem motivos para a custódia. Os advogados aguardam o desfecho do impasse no STF antes de protocolar a nova solicitação.
O ministro André Mendonça determinou a prisão de Vorcaro em março, e a Segunda Turma do Supremo confirmou a medida em seguida. O ex-banqueiro questiona, sobretudo, a situação de familiares que também permanecem presos: o pai, Henrique Vorcaro, o cunhado Fabiano Zettel, o primo Felipe Vorcaro e o advogado Daniel Monteiro.
Em junho, Vorcaro já havia pedido para cumprir a prisão em casa, sob a alegação de necessidade de maior segurança. Mendonça negou a solicitação, mas transferiu o fundador do Master da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, presídio no Distrito Federal.

STF discute apuração sobre mensagens entre Moraes e Vorcaro
Nesta terça-feira (15), o STF deve julgar a abertura de uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes. Um relatório da Polícia Federal apontou 52 mensagens trocadas entre o ministro e Vorcaro, inclusive na véspera da primeira prisão do ex-banqueiro, em novembro de 2025.
O documento também cita um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. A análise do caso ocorre enquanto a Corte define quem conduzirá os procedimentos relacionados ao Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Vorcaro tentou negociar um acordo de delação com a Polícia Federal e o Ministério Público, mas investigadores recusaram a proposta por avaliarem que ela não trouxe revelações relevantes. Eles também concluíram que o ex-banqueiro tentou blindar autoridades, ao falar de forma genérica sobre seus contatos com Moraes e omitir mensagens frequentes com o ministro.
No sábado (12), o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as investigações sobre o Banco Master e o INSS que estavam sob relatoria de Mendonça. O plenário também tem julgamento marcado para o próximo dia 23, quando deve analisar questionamentos relacionados à atuação do ministro no caso.