
O banqueiro Daniel Vorcaro teria bancado ternos e camisas sociais sob medida para políticos de seu círculo, com algumas peças que chegavam a R$ 50 mil, informou a coluna de Lauro Jardim, no O Globo.
Um pagamento de R$ 500 mil feito por Vorcaro ao alfaiate paulista Vasco Vasconcellos, em outubro do ano passado, não teria relação com encomendas do próprio banqueiro.
O valor foi pago cerca de um mês antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez. A coluna afirma que os recursos serviram para custear roupas destinadas a políticos próximos a ele.
As encomendas incluíam ternos e camisas sociais feitos sob medida. O relato não identifica os políticos que teriam recebido as peças nem detalha quantas roupas foram custeadas.
Pagamento ao alfaiate não seria por roupas de Vorcaro
Vasco Vasconcellos, destinatário dos R$ 500 mil, trabalha como alfaiate em São Paulo. A coluna associou o pagamento às roupas oferecidas por Vorcaro a integrantes de seu círculo político.

O custo informado para parte dos ternos, de até R$ 50 mil, aponta para peças de alfaiataria sob medida. Não há, no relato, indicação dos valores individuais pagos pelas camisas.
Vorcaro é dono do Banco Master e aparece em investigações que envolvem sua relação com servidores do Banco Central. A Polícia Federal apura pagamentos e uma suposta “assessoria informal” prestada ao banqueiro por dois funcionários afastados da instituição.
Em investigação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, a PF estimou em pelo menos R$ 6,8 milhões os pagamentos atribuídos a Vorcaro e seus operadores aos servidores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana. O ministro André Mendonça retirou o sigilo dos autos na quinta-feira (10).