
O ator Wagner Moura apresenta nesta sexta (16) “Pátria Submissa”, sexto episódio da série jornalística “Revelando”, que aborda os interesses dos Estados Unidos nas eleições brasileiras e nas reservas nacionais de terras raras. A produção traz uma entrevista exclusiva com o general Santos Cruz, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro.
Na abertura, o ator afirma que o episódio trata de um “complô pra saquear o Brasil” e cita pessoas que, na formulação da reportagem, estariam “entregando o país de bandeja pros americanos”. A entrevista foi conduzida em Brasília pelo jornalista Bruno Torturra, um dos editores do projeto.
Santos Cruz fala sobre as relações da família Bolsonaro com o grupo político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sobre a disputa comercial de Washington com a China. O general alerta para os interesses em jogo caso os Bolsonaros retornem à Presidência da República em 2027.
O episódio lembra da posição estratégica do Brasil por concentrar algumas das maiores reservas de terras raras fora da China. Esses elementos minerais têm uso na indústria eletrônica, em equipamentos de tecnologia avançada e no desenvolvimento de inteligência artificial.
Disputa entre Estados Unidos e China por minerais estratégicos
Moura afirma que sete de cada dez quilos de terras raras importados pelos Estados Unidos vêm da China. “E a China e os Estados Unidos estão numa briga que não acaba, por isso e um monte de outras coisas”, diz o ator no episódio.
A reportagem aponta que Trump busca ampliar o acesso americano a recursos minerais e petróleo de outros países. Na narrativa apresentada, pressões econômicas, tarifas, empréstimos e articulações políticas abririam caminho para acordos favoráveis a Washington.
“Primeiro vem a pressão: uma guerra, uma tarifa, um empréstimo, o que for preciso. Depois, alguém no poder que deva o próprio cargo ao Trump”, afirma Moura, ao mencionar Delcy Rodríguez, na Venezuela, Abelardo de la Espriella, na Colômbia, e Javier Milei, na Argentina.
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