
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República pelo PL, disse neste domingo (30) que Jair Bolsonaro poderá integrar um eventual governo seu, caso seja eleito, mas afirmou que a escolha dependeria do próprio ex-presidente.
Questionado pela TV Record sobre a hipótese de nomear o pai como ministro, Flávio respondeu que não conversou com Jair Bolsonaro sobre um cargo. “Como ministro, não sei. Eu nunca conversei com ele se ele teria interesse nisso. Como conselheiro, pelo menos. Mas, obviamente, até hoje eu ouço o presidente Bolsonaro”, declarou.
A fala indica que o senador considera manter o pai próximo de decisões políticas, mesmo sem definir uma função formal na estrutura de governo. Jair Bolsonaro é filiado ao PL, partido que lançou Flávio como candidato.
Na mesma entrevista, Flávio voltou a defender a anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro. Ele disse que trabalharia para aprovar a medida no Congresso Nacional.
▶️ Flávio Bolsonaro fala sobre possível indicação do pai como ministro do STF
Questionado pela jornalista Mariana Godoy se Jair Bolsonaro poderia se tornar ministro do governo caso Flávio seja eleito, o candidato respondeu que isso “depende da vontade dele” e afirmou que ouve a… pic.twitter.com/ZSZzJp6mgn
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) August 31, 2026
Flávio promete indulto se Congresso não aprovar anistia
O senador afirmou que pretende conceder indulto aos condenados se a anistia não avançar no Legislativo. “A gente vai trabalhar no Congresso pra que aconteça a anistia. E caso não dê tempo de acontecer, nós vamos indultar sim essas pessoas”, disse.
Flávio também atacou o julgamento de Jair Bolsonaro na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou o ex-presidente por tentativa de golpe de Estado. Ele classificou o processo como uma “grande farsa” e afirmou que o pai teria sido julgado por “inimigos”.
Ao criticar o caso, o candidato citou os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Os três integraram a análise do processo contra Jair Bolsonaro na Corte.
Sobre futuras indicações ao STF, Flávio afirmou que escolheria ministros contrários ao aborto e às drogas. Segundo ele, os indicados deveriam ser “patriotas” e atuar para recuperar, em sua avaliação, a segurança jurídica e a credibilidade do tribunal.